O Flamengo não teve grande atuação nesta quinta-feira, mas empatou em 0 a 0 contra o Vélez e garantiu a liderança do Grupo G da Libertadores. Após a partida, Diego Alves concedeu entrevista coletiva no Maracanã e destacou a dificuldade imposta pelo adversário. O goleiro também comentou sobre a comunicação com os companheiros de equipe durante os 90 minutos.
+ ATUAÇÕES: Diego Alves volta bem e é o único destaque positivo em empate do Flamengo contra o Vélez- A gente jogou hoje contra um grande time, foi um jogo difícil. É lógico que sempre podemos melhorar, tanto defensivamente quanto ofensivamente. A gente tenta corrigir durante a semana e nos intervalos dos jogos também. Essa é minha função: quando não participo com a bola, tento dar orientação para que os jogadores tenham um melhor posicionamento dentro de campo. Eu faço isso a vida toda, mas com o estádio vazio, dá para escutar bem.
O empate com o Vélez marcou o retorno de Diego Alves aos gramados após mais de 20 dias. A última partida do goleiro havia sido em 4 de maio, na vitória sobre a LDU, no Equador. Com uma fibrose na coxa, ele desfalcou o Flamengo nos últimos quatro jogos. Na coletiva, ele celebrou a volta e comentou sobre as chances dadas a Gabriel Batista.
- É sempre bom poder voltar a jogar. Fora do campo, a gente treina todos os dias para fazer as coisas bem e ajudar o clube. Fico satisfeito em poder voltar. Sobre o Gabriel (Batista), acho que o Flamengo tem uma garotada muito interessante na base, é importante saber onde eles estão jogando. A gente ajudar da melhor maneira para que eles rendam o máximo quando tiverem oportunidade.
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O Flamengo conhecerá o adversário nas oitavas de final da Libertadores na próxima terça-feira, data do sorteio na sede da Conmebol. Antes, no domingo, o Rubro-Negro estreia no Brasileirão 2021 diante do Palmeiras, no Maracanã.Confira outras respostas de Diego Alves:
Mérito de não ter sofrido golsPara não sofrer gol, você tem que saber defender. A gente tenta sempre pressionar os adversários na frente, encontramos um rival que vinha bem de trás, tentamos diminuir os espaços. Vélez é um time que conseguiu da pressão e às vezes criava algum tipo de dificuldade. Vamos encontrar times assim. Você não consegue pressionar 90 minutos na frente. Antigamente se cobrava não tomar gol. Hoje não tomamos, é um passo a mais para corrigirmos os erros. Ganhar queremos ganhar sempre, mas acho que hoje tem que dar ênfase em não tomar gol contra um grande time como o Vélez.
Poucas chances de golTentamos no primeiro tempo encontrar os espaços na defesa do Vélez, no segundo tempo colocamos o Gabigol caindo mais na lateral para ganhar profundidade. É verdade que eles defenderam bem. Talvez não tenhamos tido muito o fino no domínio de bola, o passe para ligar com os jogadores no ataque. Mesmo assim tivemos chances. Dentro do jogo, tivemos muito mais chances que eles. Uma de cabeça com o Gustavo (Henrique), uma com o Vitinho. Chances claras. O empate assegurou nosso primeiro lugar no grupo, agora é esperar quem teremos pela frente.
Trabalho para diminuir número de lesões?Pessoal tem que entender que não tive lesões. Essa última foi uma fibrose, joguei praticamente nove jogos em um mês. A gente tem que ter cuidado, às vezes fica fora para ganhar um reforço muscular. Mas é difícil porque nosso calendário é tão cheio de jogos, as pessoas às vezes acham que somos máquinas. Quero sempre estar em campo e ajudar, mas para fazer isso tenho que estar bem fisicamente.
Às vezes a gente precisa de um período um pouco maior para recuperar a musculatura. Fico muito feliz de poder voltar, espero poder participar muito mais durante o ano. O calendário é muito justo, não tem descanso, semana livre. Isso dificulta bastante a recuperação dos jogadores. Não só no meu caso, mas de todos no Brasil. Temos uns mil jogadores passando por lesões, clubes tentando. É a nova realidade que a gente tem que enfrentar.