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Corinthians bate recorde com excesso de cruzamentos e Sylvinho explica: 'Não é joystick, o atleta é que joga'

Segundo o Footstats, o Timão arriscou 58 cruzamentos contra a Chape, seu recorde neste Brasileirão-2021. Para o treinador, faltou atacar melhor a bola para aproveitar os lances...

Publicado em 02 de Novembro de 2021 às 09:00

LanceNet

Publicado em 

02 nov 2021 às 09:00
O Corinthians conseguiu uma vitória no último minuto do duelo com a Chapecoense graças a um gol de Róger Guedes, mas isso não apagou a atuação ruim do time ao longo de toda a partida. Um dos fatores que mostram esse desempenho abaixo da crítica é o excesso de cruzamentos, que acabou sendo um recorde corintiano neste Campeonato Brasileiro. Ao todo, Foram 58 bolas na área dos catarinense, segundo as estatísticas do Footstats.TABELA> Veja classificação e simulador do Brasileirão-2021 clicando aqui
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Desses 58 cruzamentos, apenas sete acertaram o alvo e 51 foram errados. Um recorde no Brasileirão deste ano. Apesar de o gol salvador ter saído a partir de uma bola aérea, esse número é um exagero e poderia demonstrar até uma certa falta de repertório ou desespero, já que o máximo que o Timão havia cruzado até aqui foi 33 vezes contra o Atlético-GO, na primeira rodada.
Em sua entrevista coletiva após o jogo, Sylvinho analisou o assuntou e explicou as diversas nuances que levam a equipe a arriscar as bolas para a área. Uma delas é a movimentação do adversário, que provoca a insistência nesse tipo de jogada. Ao mesmo tempo, o treinador admitiu que um dos problemas foi não atacar melhor a bola, além de posicionamento mais acertado no primeiro pau.
- Quando um time põe uma linha de quatro, com cinco depois na frente, e te permite amplitude vão vir cruzamentos, depois esse cruzamento, vindo da segunda linha atacando o primeiro pau te facilita e dá espaço na área. Como o Gustavo (Mosquito) cruzou duas bolas em dez minutos e nós tínhamos opção do Jô, pensávamos e estávamos buscando um posicionamento da segunda linha de meio-campo como ficaria, por isso demorou talvez um cinco minutos a mais, 10, pra gente refazer e colocar o Jô em campo. Embora o Jô entrou, deu sustentação na área as bolas passaram por ele - disse, antes de completar:- O adversário fecha e você abre. Faltou um homem de primeiro pau desestabilizar a linha, o adversário que estava jogando com nove atletas quase dentro da sua área, ela está preenchida. Se você no primeiro pau não mexer na passagem dessa bola e desestabilizar e mudar o posicionamento, fica simples para tirar. É algo que foi trabalhado, mas ao longo do tempo não saindo gol tivemos que insistir mais, por dentro não se entrava, tinha cinco homens em uma linha de meio-campo era muito difícil entrar para dentro.
- As opções eram essas, tinha 38 cruzamentos, que é passe incerto, poucos são elaborados para que a cabeça do cara vai estar ali, num contra-ataque é mais fácil, ou uma área mais limpa, mas quando tem outros atletas adversários na área é muito difícil sair limpo, ele sai por uma área que é terra de ninguém, se houve um erro nosso não foi o cruzamento, foi atacar melhor a bola.
O treinador, que foi perguntado inúmeras vezes durante a coletiva sobre a questão do excesso de cruzamentos, deixou claro que ele monta uma estratégia, mas é o jogador que acaba tomando as decisões na hora. Além disso, o desenho do jogo acabou deixando somente essas alternativas ao Corinthians, que tentou criar por dentro, não conseguiu e partir para os lados.
- Não sou só eu, não é joystick, atleta joga, nós montamos uma estratégia de maneira que outro time se defende em duas linhas de quatro ou uma de quatro e uma de cinco e te dá amplitude, dá o lado do campo, que é incerto. Cruzamento é passe incerto, mas se fecha para o dentro, onde queremos entrar, e os atletas mais qualificados têm a opção de um passe, uma infiltração e o gol, te sobra amplitude, que não é ruim, um bom cruzamento e finalização podem sair por ali, e na construção de jogo pode ser uma opção, você quer entrar por dentro, mas não somos que escolhemos.
- Se o adversário fecha ali, te sobra amplitude, se fecha amplitude te sobra mais dentro, se faz gol nos primeiros minutos te sobra amplitude e por dentro e quanto mais tranquilo estiver em campo eu escolho, o adversário sai, eu estou ganhando de 1 a 0, ou dois, eu escolho, fica mais fácil, de maneira que não foi fácil, criamos situações por dentro e por fora e o gol não veio, não veio e dificultou as ações, ficamos mais nervosos ou com arbitragem ou situação do adversário atrasando o jogo o jogo - concluiu.
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