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Futebol brasileiro

Dívidas do Corinthians superam bens em mais de R$ 900 mi no 1º trimestre

Valor representa um aumento de R$ 131,6 milhões em relação ao fim de 2025

Publicado em 12 de Maio de 2026 às 15:53

Agência FolhaPress

Publicado em 

12 mai 2026 às 15:53
Osmar Stábile, presidente do Corinthians
Taba Benedicto/ Estadão
As demonstrações contábeis do Corinthians no primeiro trimestre de 2026, divulgadas nesta segunda-feira, mostram que as dívidas superam em R$ 905,7 milhões os bens e valores que o clube tem a receber. Esse valor representa um aumento de R$ 131,6 milhões em relação ao fim de 2025, quando a diferença negativa era de R$ 774,1 milhões.
O crescimento está diretamente ligado ao prejuízo de R$ 131,1 milhões registrado entre janeiro e março deste ano. O resultado negativo ficou R$ 94,7 milhões acima do previsto no orçamento do clube para o período: a projeção inicial era de um prejuízo de R$ 36,4 milhões. O cenário mostra que o Corinthians continua gastando mais do que consegue arrecadar. Com isso, a diferença entre as dívidas e o patrimônio do clube aumenta cada vez mais.
A principal diferença entre o resultado real e o planejado aconteceu porque o Corinthians não conseguiu arrecadar dinheiro com vendas de jogadores no início do ano. O orçamento previa entrada líquida de R$ 75 milhões com negociações de atletas no primeiro trimestre, o que não aconteceu.
Os gastos financeiros também seguiram altos, com R$ 62,7 milhões em despesas financeiras e apenas R$ 8,6 milhões em receitas entre janeiro e março. Isso gerou impacto negativo de aproximadamente R$ 54 milhões nas contas.
Sem o dinheiro esperado com vendas de atletas e com aumento nas despesas, o Corinthians precisou recorrer a empréstimos para manter o fluxo de caixa no começo da temporada. Parte dessas operações venceu em abril de 2026, enquanto outra parcela deverá ser paga em dezembro de 2026 e dezembro de 2027.
Torcida de Corinthians
Rodrigo Coca / Ag. Corinthians
O balanço também aponta despesas que não estavam previstas no planejamento financeiro. Entre elas estão os prêmios pagos ao elenco pela conquista da Copa do Brasil de 2025, impostos ligados à contratação do zagueiro Félix Torresc e taxas sobre transferências internacionais.
Mesmo diante desse cenário, a receita operacional bruta do Corinthians foi de R$ 206,8 milhões no trimestre. A quantia é de R$ 20 milhões acima do valor previsto no orçamento. Ainda assim, praticamente toda a arrecadação foi consumida pelos gastos do dia a dia do clube. As despesas operacionais chegaram a R$ 202 milhões no período.
Os gastos com salários e encargos de atletas, comissão técnica e funcionários somaram R$ 149,2 milhões nos três primeiros meses do ano. A quantia é superior em relação ao valor planejado inicialmente.
Já o resultado operacional , indicador que mede o desempenho do clube sem considerar juros, impostos e outras despesas financeiras, ficou negativo em R$ 4,4 milhões. O orçamento previa um resultado ainda pior, de R$ 26,1 milhões negativos, principalmente porque o planejamento considerava vendas de jogadores.
O balanço também mostra um crescimento expressivo nos valores que o Corinthians tem para receber nos próximos anos. Somando curto e longo prazo, o total chegou a R$ 1,27 bilhão em março de 2026.
Segundo a diretoria, esse aumento está ligado principalmente ao contrato de patrocínio máster com a Esportes da Sorte, válido até 2029. Embora o valor total do acordo apareça no balanço desde agora, o dinheiro entra no caixa do clube de forma parcelada ao longo dos anos.
O mesmo acontece na conta de receitas futuras, que atingiu R$ 1,17 bilhão. Esse valor representa contratos já assinados, cujo pagamento será reconhecido gradualmente conforme o Corinthians cumpre as obrigações previstas. As dívidas que vencem no curto prazo chegaram a R$ 1,21 bilhão ao fim de março. Em dezembro de 2025, esse valor era de R$ 979,7 milhões.
Os empréstimos e financiamentos com vencimento em até um ano cresceram de R$ 146,7 milhões para R$ 226,4 milhões no período. Segundo o clube, a alta aconteceu por causa das antecipações de receitas feitas no início da temporada.
Já as dívidas parceladas com a Receita Federal somaram R$ 838 milhões, considerando curto e longo prazo. Durante o trimestre, cerca de R$ 12,4 milhões dessas dívidas passaram a vencer no curto prazo. O valor reservado pelo Corinthians para possíveis pagamentos de processos judiciais caiu de R$ 447,2 milhões para R$ 405,7 milhões no trimestre.
A redução aconteceu principalmente após o pagamento total da dívida com o Santos Laguna pela contratação do zagueiro Félix Torres, nesta terça-feira (12) emprestado ao Internacional. O pagamento foi feito em janeiro e custou R$ 41,6 milhões ao Corinthians, incluindo juros e encargos. Com isso, o clube encerrou os processos na FIFA e na Corte Arbitral do Esporte (CAS), além de conseguir suspender a punição que impedia o registro de novos jogadores.

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