O encontro entre a campeã mundial Espanha e a estreante Cabo Verde teve um protagonista inesperado: o goleiro Vozinha, apoiado pelo ferrolho africano, segurou o 0 a 0, em um resultado considerado zebra nesta Copa.
Assim, a Espanha não consegue espantar o histórico de estreias ruins em Copas. A seleção participa da 17ª Copa -antes deste jogo, tinha cinco vitórias, cinco empates e seis derrotas. O início ruim não necessariamente significa um fim trágico. Em 2010, por exemplo, quando os espanhóis foram campeões, perderam o primeiro jogo para a Suíça por 1 a 0.
Fuentes tentou mexer no time no segundo tempo e a estrela do time, o atacante Lamine Yamal, entrou no lugar de Gavi. A mudança levou os espanhóis no estádio à loucura. Mesmo com o craque em campo, a Espanha não conseguiu fazer valer seu favoritismo. Na véspera, o técnico espanhol Luis de la Fuente já havia alertado que a estreia contra Cabo Verde seria mais complicada do que muitos imaginavam.
"É uma equipe organizada taticamente, com jogadores fortes fisicamente e muito rápidos", afirmou o treinador, que também apontou os africanos como potenciais surpresas do Mundial.
A análise se confirmou no duelo desta segunda-feira (15), em Atlanta. Bem organizada defensivamente e disposta a disputar cada bola, a seleção cabo-verdiana dificultou a vida da Espanha e transformou a estreia em um confronto muito mais equilibrado do que sugeria a diferença de tradição entre as duas equipes.
Os espanhóis começaram o primeiro tempo exercendo forte pressão contra o país africano, cujo time se manteve por boa parte do jogo na linha defensiva, que pouco conseguiu atacar.
O goleiro Vozinha foi enaltecido pela torcida durante toda a partida ao surpreender e defender ao menos três tentativas de gol da equipe da Espanha. Aos 40 anos, ele é um dos mais velhos jogadores do mundial.
Ainda nesta segunda-feira, o grupo H tem a segunda estreia. A equipe do Uruguai enfrenta a Arábia Saudita, em Miami, às 19h (Brasília).