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Poluição, ligação irregular e ocupação desordenada são desafios na Serra

Mesmo com tratamento de esgoto disponível, mais de 25 mil imóveis ainda não interligaram o esgoto ao Sistema de Esgotamento Sanitário

Publicado em 30 de Junho de 2022 às 20:00

Estúdio Gazeta

Publicado em 

30 jun 2022 às 20:00
Ambiental Serra, conteúdo de marca, favor não usar.
Apesar de ter um sistema robusto, referência no Estado, a Serra ainda tenta vencer, entre outros entraves, a poluição, as ligações irregulares e a ocupação desordenada Crédito: Ambiental Serra/Divulgação
O desafio de acolher o desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, abrigar uma estrutura adequada de esgotamento sanitário está presente em todas as grandes cidades do país. Apesar de ter um sistema robusto, referência no Estado, a Serra ainda tenta vencer, entre outros entraves, a poluição, as ligações irregulares e a ocupação desordenada, fatores que contribuem para a poluição dos córregos no município.
Mais de 25 mil imóveis (aproximadamente 75 mil usuários, considerando uma média de 3 pessoas por residência) não estão interligados ao Sistema de Esgotamento Sanitário no município, apesar de contarem com redes disponíveis. Como resultado, mensalmente são mais de 10 milhões de litros de esgoto que poderiam estar sendo tratados e não são, o que acaba poluindo os recursos hídricos. E isso em um município que conta com 90% de cobertura de redes de esgoto.
“O município possui uma extensão considerável de áreas de preservação ambiental, lagoas, entre outros corpos hídricos de menor porte, sujeitos aos mais diversos tipos de lançamentos irregulares”, explica o diretor-executivo da Aegea ES, Valdir Antônio Alcarde Junior.
Um dos grandes desafios apontados pelo diretor é a ocupação desordenada. Segundo ele, muitas das interligações já nascem de forma irregular, com esgoto lançado a céu aberto ou em corpos hídricos que margeiam as localidades, provocando impacto severo ao meio ambiente local, à saúde pública e à qualidade de vida da população.
Ambiental Serra, conteúdo de marca, favor não usar.
Apesar de contarem com redes disponíveis, mais de 25 mil imóveis não estão interligados ao Sistema de Esgotamento Sanitário no município da Serra Crédito: Ambiental Serra/Divulgação
O Rio Laripe, que passa pelos bairros Vila Nova de Colares, Feu Rosa, Ourimar e deságua na praia de Manguinhos, é um destes corpos hídricos que sofrem com o lançamento irregular de esgoto. De acordo com a concessionária de saneamento Ambiental Serra, 97% dos imóveis da bacia do Laripe têm sistema de coleta e tratamento de esgoto, mas cerca de 400 imóveis não estão ligados na rede. Isso representa 200 mil litros de esgoto sem tratamento jogados no rio todos os dias apenas nessa região.
O mesmo caso é visto no Córrego do Irema, que tem três quilômetros de extensão e é considerado uma das principais microbacias hidrográficas da região. O manancial nasce nos fundos de uma fábrica no bairro Feu Rosa e deságua na Praia da Baleia, em Jacaraípe, destino turístico bastante visitado na Grande Vitória. Nesse trajeto, as águas recebem descarte de lixo doméstico, esgoto e resíduos industriais de três bairros.
“Ações como a interligação da residência à rede coletora de esgoto disponível no local e a correta utilização do sistema de esgotamento sanitário dependem da cooperação dos usuários e podem trazer ganhos significativos a todas as partes envolvidas”, ressalta Alcarde.

CIGARRO, FRALDAS E ABSORVENTES SÃO INIMIGOS DA REDE DE ESGOTO

A utilização inadequada da rede coletora de esgoto causa, entre outros problemas, o transbordamento do esgoto, muito por conta de resíduos sólidos lançados nos vasos sanitários e ralos e, em alguns casos, diretamente nos poços de visita.
Os resíduos que, comumente, são mais encontrados na rede, de acordo com a Ambiental Serra, são cigarro, cotonete, fralda, fio dental, cabelos, absorvente higiênico, preservativo, algodão, gaze, cigarro, embalagens de shampoo, lixo doméstico, restos de construção, sacolas plásticas e óleo de cozinha.
“Este último é extremamente maléfico para o sistema, pois o óleo e demais gorduras vegetais e animais aglomeram os detritos descartados incorretamente, formando literalmente pedras de gordura. Esse material também adere às paredes das tubulações, formando incrustações e reduzindo a área de passagem do fluxo de esgoto”, destaca Alcarde.
Outro grande vilão são os lançamentos clandestinos de água de chuva na rede coletora. A Ambiental Serra destaca que o sistema de esgotamento sanitário não é dimensionado para esse acréscimo de vazão de águas de chuva e recebimento de outros materiais granulares que são arrastados para as redes coletoras pelas águas pluviais, o que provoca o extravasamento dos esgotos pelos poços de visita (bueiros) e ramais de esgoto.

O QUE FAZER CASO O ESGOTO AINDA NÃO ESTEJA LIGADO À REDE?

  • Primeiro, o usuário deve verificar se há ou não um Ponto para Interligação (PI) na sua calçada.
  • Existindo o PI, deve interligar seu esgoto a ele.
  • Se não houver o PI, é necessário ligar para o telefone 115 e solicitar a instalação do equipamento à Cesan e, após sua instalação, interligar o imóvel.
  • Estando o imóvel interligado, ligar para o telefone 115 e solicitar a autodeclaração do imóvel como regular.
  • Vale lembrar que os imóveis com esgoto irregular poderão ser autuados de acordo com a legislação vigente, podendo, inclusive, serem encaminhados ao Ministério Público para demais providências.

VISTORIAS E PROJETOS PARA COMBATER MÁ UTILIZAÇÃO DO SISTEMA

A concessionária Ambiental Serra realiza vistorias de forma contínua por meio de um programa de adesão de clientes à rede coletora, buscando estabelecer uma cooperação com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Serra no desenvolvimento de ações importantes de atuar junto aos imóveis que atualmente possuem sistema de esgotamento sanitário disponível, porém não se encontram interligados.
Para que a população compreenda a importância do cumprimento também do seu papel no esgotamento sanitário e na despoluição dos córregos, rios e mares, a Ambiental Serra possui programas socioambientais.

PROGRAMAS DA AMBIENTAL SERRA

  • Programa Licença Social – Reúne líderes comunitários, realiza visitas técnicas de acompanhamento nas obras e ao sistema de esgotamento existente (Estações Elevatórias de Esgoto Bruto e Estações de Tratamento de Esgoto);
  • Projeto Recicla Óleo – Desenvolve campanhas educativas e publicitárias, disponibiliza material de divulgação nas associações de moradores e locais estratégicos recipientes para recolhimento do óleo.
  • Programa Monitorando os Corpos Hídricos – Realiza coleta e análises das águas dos corpos hídricos do município (Lagoas Jacuném, Juara e Rio Jacaraípe);
  • Projeto Portas Abertas – Possibilita visitas à Ambiental Serra. Ao conhecer a unidade por dentro, bem como os processos envolvidos em cada etapa do ciclo do tratamento de esgoto, a população entende melhor o trabalho da concessionária e passa a valorizar ainda mais o serviço prestado;
  • Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – Gerencia de forma adequada os resíduos sólidos gerados pela empresa, promovendo a não geração, redução, reciclagem, tratamento e destinação final dos mesmos;
  • Projeto Água de Reuso – O efluente tratado das ETEs passa por processo de filtração e cloração, a fim de atingir a qualidade necessária para manuseio dos colaboradores e na utilização da manutenção de redes, lavagem de ruas, irrigação dos jardins das ETEs;
  • Projeto Captação de Água de Chuva – Capta e armazena a água da chuva que cai no telhado da sede da concessionária de saneamento Ambiental Serra para uso não potável.

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