“Estou emocionada com esse resultado, muito emocionada”, disse a deputada estadual reeleita Camila Valadão, em entrevista durante a live Eleições no ES 2026, do site A Gazeta e da rádio CBN Vitória, neste domingo (4). A parlamentar destacou que se compromete, no segundo turno, em lutar pela reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e em "combater a extrema-direita no Espírito Santo".
Com mais de 61.501 votos, Camila bateu o próprio recorde, de 2022, sendo pela segunda vez a deputada com o maior número de votos da história do Estado. “Este é um avanço muito importante e significativo”, pontuou.
Fizemos um trabalho independente, coerente, combativo, em defesa dos interesses do povo capixaba, com uma atuação que não se curvou aos ataques nem às violências
Camila Valadão, deputada estadual pelo PSol
Sobre um possível apoio a um dos candidatos para o segundo turno para governador do Espírito Santo — Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) —, a deputada explicou que esse será um assunto para ser conversado com o PSol. Confirmou que, hoje, é oposição a ambos.
“É importante reforçar que nós caminhamos, neste primeiro turno, ao lado de Helder Salomão (PT), e seguiremos sempre ao lado do diálogo e no enfrentamento à extrema-direita, ao bolsonarismo”, reforçou Camila Valadão.
Já para o segundo turno para a eleição da presidência, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), a deputada estadual já definiu seu apoio. “Vamos lutar nesse segundo turno para a reeleição de Lula, e derrotar a extrema-direita no Espírito Santo”, reiterou Camila.
Ela disse que está comprometida com suas pautas e lutas, inegociáveis. “Não apoio essa política de favores, com quem busca vantagens, na base da moeda de troca!”, afirmou.
Sobre a decisão dos eleitores capixabas em eleger uma mulher da esquerda como a deputada estadual mais votada no Espírito Santo, enquanto escolheu um deputado da extrema direita como o mais votado para deputado federal — Lucas Polese (PL) — Camila Valadão disse, apenas, que a população busca por candidatos que tenham uma posição, sem se submeter a uma agenda política.
Mas a deputada também fez questão de pontuar a origem dos votos de Polese. “O Lucas (Polese) teve um certo apoio externo, de Nicolas (Ferreira, deputado federal do PL reeleito por Minas Gerais) e de Flávio Bolsonaro (candidato à presidência pelo PL).” E frisou: “É fácil fazer política quando se é apadrinhado.”