Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Decisão

TSE formaliza 30% do fundo de campanhas para candidaturas de mulheres

PMDB, PT e PSDB serão os partidos com mais recursos à disposição

Publicado em 24 de Maio de 2018 às 14:31

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 mai 2018 às 14:31
Edifício-sede do TSE Crédito: TSE | Divulgação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira a resolução que disciplina a divisão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, composto por recursos públicos da ordem de R$ 1,7 bilhão. Ele foi criado no ano passado para aumentar o dinheiro à disposição dos candidatos, uma vez que as doações empresariais estão proibidas. O texto já inclui decisão tomada na última terça pelo próprio TSE, quando ficou definido que pelo menos 30% do fundo devem ser gastos em candidaturas de mulheres.
Quanto ao montante que cabe a cada partido, a resolução repete os critérios estabelecidos na lei, que levam em conta, por exemplo, o número de senadores e deputados federais, e a quantidade de votos na última eleição para a Câmara. Assim, o PMDB terá direito a 13,6% do fundo, o que deve dar cerca de R$ 232 milhões. Em seguida aparecem PT (12,4%) e PSDB (10,8%).
Outros cinco partidos - PSB, PR, PSD, DEM e PRB - terão menos de 10%, mas mais de 5%. Na ponta de baixo da tabela, seis partidos nanicos - PSTU, PPL, PCB, PCO, PMB e Novo - terão apenas 0,06% do fundo cada um, o que dá pouco menos de R$ 1 milhão. Os valores exatos ainda serão calculados pelo TSE.
Além do Fundo Eleitoral, os partidos poderão usar recursos do Fundo Partidário, também composto por recursos público. Poderão ainda arrecadar doações de pessoas físicas. As doações empresariais estão proibidas desde 2015 por decisão do STF.
A decisão da terça destinando 30% às candidaturas femininas foi tomada por unanimidade e valerá nas eleições deste ano. A relatora, ministra Rosa Weber, que assumirá a presidência da Corte em meados de agosto, auge das campanhas, ressaltou a importância da medida para dar mais voz às mulheres na política. Nesta quinta, ela elogiou a decisão do TSE.
— Eu fui a relatora da consulta. Mas a grande qualidade da resposta, na minha visão, resulta do fato de ter sido aprovada por um colegiado composto por seis homens e uma mulher, e por unanimidade. Isso é que qualifica essa resposta — disse Rosa.
Em março, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a divisão dos recursos do Fundo Partidário numa campanha deve ser proporcional à quantidade de candidaturas de ambos os sexos. Determinou ainda que, no caso das mulheres, não deve ser inferior a 30%, que também é o percentual mínimo definido por lei de candidaturas femininas nas eleições proporcionais (deputados e vereadores). O Fundo Partidário também é formado por dinheiro público – mas, além de ser usado em campanhas, pode ser usado também para a manutenção dos partidos.
Com base na decisão do STF, um grupo de oito senadoras e seis deputadas apresentou uma consulta ao TSE para saber se a mesma regra se aplica ao fundo especial. As parlamentares perguntaram, ainda, se o mesmo entendimento deveria ser estendido à distribuição do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Ou seja, se as candidatas a um cargo proporcional devem ter pelo menos 30% do tempo. Essa regra também foi aprovada pelo TSE na terça-feira.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Tribunal do Júri: como funciona um júri popular
Tribunal do Júri e a atuação de destaque do Ministério Público
Imagem de destaque
CBN Vitória ao vivo: como vai funcionar o novo app para acessar consultas e exames pelo celular
Imagem de destaque
Por que a chuteira rosa dominou a Copa 2026?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados