A defesa do presidente Michel Temer pediu na tarde desta terça-feira (06) ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso ao processo que determinou a quebra do seu sigilo bancário.
Pego de surpresa na noite de segunda pela decisão de Barroso, Temer conversou com ministros próximos e com seus advogados. Demonstrou insatisfação com o despacho e decidiu entregar seus extratos bancários ao STF e liberá-los à imprensa. A investigação que quebrou o sigilo do peemedebista apura se ele recebeu propina para favorecer empresas do setor portuário em um decreto que alterou regras do setor.
Na manhã desta terça (06), o presidente se reuniu com o criminalista Brian Alves Prado, seu advogado no caso. Decidiram protocolar no Supremo um pedido simples de acesso à quebra de sigilo, sem tecer comentários sobre o teor da medida. Assinada por Brin e por Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, a petição tem apenas uma página e apresenta como justificativa para acesso à documentação "em razão do noticiado deferimento de quebra do sigilo bancário do ora requerente".
Cabe ao ministro Barroso decidir se autoriza ao presidente o acesso às informações da investigação. O pedido de quebra do sigilo bancário foi feito em dezembro pela Polícia Federal, como revelado pelo GLOBO. Barroso autorizou a medida no último dia 27 de fevereiro. Em nota divulgada na noite de ontem, Temer afirmou que "não tem nenhuma preocupação com as informações constantes em suas contas bancárias".