Candidato à reeleição para o comando do Palácio Anchieta, o governador Ricardo Ferraço (MDB) afirmou que o segundo turno é momento de debater os projetos para o futuro do Espírito Santo e que tem confiança para deixar clara a diferença entre os dois projetos.
Na primeira votação, Ricardo teve 34,06% dos votos, enquanto seu adversário, Lorenzo Pazolini (Republicanos) ficou com 49,65%.
Durante sabatina com colunistas de A Gazeta e mediada pela âncora da CBN Vitória, Fernanda Queiroz, Ricardo definiu sua posição política.
“Sou uma pessoa reconhecidamente de centro-direita, mas sou democrático. Entendo e respeito a pluralidade, não tenho viés autoritário. Sou uma pessoa que sabe dialogar, mobilizar e que tem capacidade de construir agenda”, afirmou o candidato ao ser questionado sobre como deve desafiar as estatísticas de conseguir uma virada no segundo turno.
Sobre possível apoio do candidato do PT Helder Salomão, que ficou em terceiro lugar com 15,32% dos votos, afirmou que ainda não esteve com o candidato ou com o partido petista.
"A população conhece a minha trajetória de vida. Mas sou do campo de centro-direita. Mas obviamente que o projeto que eu lidero tem pessoas que vão votar na esqueda e na direita. Vou manter a minha coerência. O papel de governador é unir o Estado", respondeu.
Ele também foi questionado sobre quem apoia na disputa da Presidência, mas não declarou seu voto na campanha nacional.
No início da sabatina, Ricardo foi questionado sobre como avalia um encontro com Pazolini registrado nas redes sociais do deputado federal Da Vitória (PP) e do deputado estadual Marcelo Santos (União), líderes da Federação União Progressista no Estado. A federação está na chapa do atual governador e candidato à reeleição.
"Fui avisado que essa reunião aconteceria. Temos uma aliança firme e forte com a federação, que inclusive indiciou Camilo Neves (PP), meu candidato a vice-governador. Na política, a nós conversamos, dialogamos, mas tenho confiança que vamos continuar juntos e unidos", respondeu.
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