Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Mídia francesa

Site que originou ataques contra repórter diz: informações são falsas

'Mediapart se solidariza com a jornalista Constança Rezende, vítima de ameaças', escreveu a empresa no Twitter

Publicado em 11 de Março de 2019 às 21:43

Publicado em 

11 mar 2019 às 21:43
Site francês que originou ataques contra repórter do 'Estado' diz que informações são falsas Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

O próprio site francês Mediapart, onde foram publicadas declarações distorcidas da repórter do 'Estadão' Constança Rezende, desmentiu na tarde desta segunda-feira, 11, em português, as acusações repercutidas pelo site Terça Livre e pelo presidente Jair Bolsonaro neste domingo. No Twitter, o portal francês disse se solidarizar com Constança.

“As informações publicadas no ‘club de Mediapart’, que serviram de base para o tweet de Jair Bolsonaro, são falsas. O artigo é de responsabilidade do autor e o blog é independente da redação do jornal”, diz a publicação.

A publicação original que acusou a repórter do Estado de tentar “arruinar” o governo de Jair Bolsonaro foi feita em um blog produzido por leitores do Mediapart. O texto, intitulado “Para onde vai a imprensa?”, foi publicado em uma seção do site chamada “Le Club”, uma espécie de fórum online no qual internautas podem manter blogs próprios.

O texto original é assinado por Jawad Rhalib, que se apresenta como “autor, cineasta, documentarista e jornalista profissional”. O blog de Rhalib tem sete postagens, que começaram a ser publicadas em dezembro de 2018. Qualquer assinante do site Mediapart pode participar da seção Le Club. A assinatura custa dois euros por semana. O Estado procurou contato com Rhalib por email e por telefone. Não houve resposta.

A publicação do site francês foi citada pelo portal bolsonarista Terça Livre para dar tom de veracidade à informação falsa de que a repórter do Estado Constança Rezende teria declarado, em uma conversa gravada. ter a intenção de arruinar Bolsonaro. Os áudios divulgados no blog mostram que a repórter não falou isso.

No texto “Para onde vai a imprensa?”, Rhalib escreve que pediu a uma fonte, um estudante de uma “famosa universidade britânica focada neste tema” para entrevistar Constança. O blogueiro escreve que, na gravação, a repórter teria revelado que “a verdadeira motivação por trás da cobertura negativa da mídia é a de ‘arruinar’ o presidente Jair Bolsonaro e causar sua demissão”. A transcrição da “entrevista”, no entanto, não corrobora essa versão.

Rhalib também erra ao dizer que a divulgação dos documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) por jornalistas seria ilegal. O artigo 5º da Constituição Federal assegura o acesso à informação e resguarda o sigilo de fontes, quando necessário ao exercício profissional.

Outro site que espalhou a história foi o jornal americano Washington Times. Assim como a publicação no site francês, trata-se de um artigo de opinião, assinado por L. Todd Wood. No texto, o articulista repercute a “entrevista” como se a repórter estivesse falando algo conspiratório contra Bolsonaro. Wood também já escreveu artigos sobre uma suposta ‘agenda globalista’ e sobre mudanças climáticas, que descreve como um “golpe” perpetrado por comunistas.

O jornal, que existe desde 1982, coleciona uma série de polêmicas em suas coberturas, com viés sensacionalista e acusações de ser um espaço aberto para ideias racistas, por exemplo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Brasil diz ter convocado diplomata argentina para cobrar explicações sobre viagem de Flávio Bolsonaro
Macário Júdice Neto está preso desde dezembro
Macário Júdice é solto com uso de tornozeleira após quase um ano de prisão
Compra on-line; Black Friday; e-commerce; compra virtual; comércio eletrônico
O consumidor mudou mais nos últimos cinco anos do que nas duas décadas anteriores

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.