Publicado em 2 de outubro de 2022 às 22:54
O empresário Romeu Zema (Novo) foi reeleito governador de Minas Gerais no primeiro turno das eleições.>
Nascido em Araxá (MG), Zema tem 57 anos e entrou para a política em 2018, quando foi eleito para comandar o Palácio Tiradentes pela primeira vez. >
Na esteira de uma onda antipolítica, impulsionada principalmente pelo então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (à época no PSL; hoje, no PL), ele deixou para trás os partidos que, até então, configuravam as duas principais forças políticas do estado mineiro: PT e PSDB.>
A reeleição de Zema no primeiro turno destas eleições marca uma nova derrota para petistas e tucanos. Seu principal adversário, Alexandre Kalil (PSD) aliado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas não conseguiu repetir o sucesso de sua campanha nas eleições de 2020, quando foi reeleito prefeito de Belo Horizonte já no primeiro turno. Dessa vez, não teve desempenho suficiente para levar a disputa pelo governo mineiro para o segundo turno.>
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Kalil chegou a crescer nas pesquisas de intenção de votos na reta final da campanha, mas Zema continuou liderando com folga. Já o candidato do PSDB, o ex-deputado federal Marcus Pestana, não conseguiu sair da lanterna no decorrer da corrida eleitoral.>
Se, em 2018, Zema chegou a adotar o bordão "Bolsozema", em referência a Bolsonaro, apesar de seu partido ter lançado um candidato próprio o empresário João Amoêdo para a disputa pela Presidência, este ano o cenário foi diferente.>
Em sua campanha pela reeleição, o candidato do Novo evitou declarar apoio a Bolsonaro e afirmou que, por fidelidade partidária, endossaria a candidatura de Luiz Felipe D'Avila (Novo) à corrida pelo Planalto.>
"Continuo discordando de boa parte do que o PT faz e discordo também de parte do que o presidente Bolsonaro adota como condução do governo", afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.>
Na campanha de 2018, Zema informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter um patrimônio de cerca de R$ 69 milhões. Neste ano, o valor declarado pelo político foi de aproximadamente R$ 129 milhões considerando a correção pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o montante seria de cerca de R$ 88 milhões, o que representa um ganho de 46,9% em seu patrimônio nos últimos quatro anos.>
Mas, de acordo com Zema, o ganho de patrimônio aconteceu ainda antes do início de seu atual mandato como governador e tem origem na venda, em 2018, de duas empresas que faziam parte do Grupo Zema e das quais ele tinha participações para uma companhia de energia francesa.>
Antes de entrar para a política, foi presidente do Grupo Zema de 1991 a 2016. Criado por seu bisavô, o conglomerado é composto por empresas de varejo, distribuição de combustíveis, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças.>
Desde o início de seu primeiro mandato, em 2018, Zema afirma doar os salários a que teria direito como governador.>
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