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Procuradores da Lava-Jato na PGR pedem demissão em protesto contra Dodge

Equipe informou saída em comunicado alegando "uma grave incompatibilidade de entendimento" em uma matéria enviada pela PGR ao STF

Publicado em 04/09/2019 às 15h03
Atualizado em 08/09/2019 às 07h51
Dodge fica no cargo até 17 de setembro. Crédito: José Cruz/Agência Brasil | Arquivo
Dodge fica no cargo até 17 de setembro. Crédito: José Cruz/Agência Brasil | Arquivo

A equipe da Procuradoria-Geral da República (PGR) responsável por cuidar dos casos da Operação Lava Jato decidiu nesta quarta-feira (4) pedir o desligamento do cargo, por discordar da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O mandato de Dodge se encerra no próximo dia 17.

O posicionamento foi adotado pela chefe da área que cuida dos processos penais no Supremo Tribunal Federal (STF), Raquel Branquinho, e pelos procuradores Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira.

“Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem (03/09/2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no caso de Raquel Branquinho, da SFPO. Enviamos o pedido de desligamento da data de hoje”, disseram em nota seis integrantes do Ministério Público Federal que atuavam nos processos criminais. A nota não dá detalhes sobre qual parecer eles se referem.

O grupo de integrantes do MPF afirma que “foi um grande prazer e orgulho servir à Instituição ao longo desse período, desempenhando as atividades que desempenhamos”. E disse que o “compromisso será sempre com o Ministério Público e com a sociedade”, em crítica à procuradora-geral.

Não foram as primeiras baixas da equipe de Raquel Dodge na área criminal. O ex-coordenador da Lava Jato, José Alfredo, havia abandonado o posto em julho, também em desacordo com a atuação da procuradora-geral.

Confira abaixo a íntegra da mensagem:

“Prezados colegas,

Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem (03.09.2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no caso de Raquel Branquinho, da SFPO. Enviamos o pedido de desligamento da data de hoje.

Foi um grande prazer e orgulho servir à Instituição ao longo desse período, desempenhando as atividades que desempenhamos. Obrigada pela parceria de todos vocês.

Nosso compromisso será sempre com o Ministério Público e com a sociedade.

Raquel Branquinho

Hebert Mesquita

Victor Riccely

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Alessandro Oliveira”

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