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OPERAÇÃO RUBI

Prisão em Kennedy: mochila com R$ 33 mil estava na casa de prefeita

Esquema de corrupção começou em 2014. Amanda Quinta, prefeita de Presidente Kennedy foi presa na Operação Rubi

Publicado em 09 de Maio de 2019 às 13:10

Eduardo Dias

Publicado em 

09 mai 2019 às 13:10
Operação do Ministério Público do Estado em Presidente Kennedy Crédito: Divulgação | MPES
A mochila com R$ 33 mil em dinheiro apreendida durante uma operação do Ministério Público do Espírito Santo, na noite desta quarta-feira (9), em Presidente Kennedy, estava na casa da prefeita da cidade, Amanda Quinta (PSDB), e foi levada pelo empresário Marcelo Marcondes, que é acusado de pagar propina para agentes públicos do município.
De acordo com investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o dinheiro seria entregue ao companheiro da prefeita, José Augusto de Paiva. Ele é acusado de liderar uma organização criminosa que superfatura contratos e frauda licitações na cidade do Sul do Estado. José Augusto Soares, a prefeita Amanda Quinta e outras cinco pessoas foram presas no início da noite de quarta-feira, durante uma operação que investiga as possíveis fraudes da quadrilha.  
O promotor de justiça Vitor Anhoque Cavalcanti, membro do Gaeco, afirmou que as investigações começaram no final de 2017. A primeira parte da operação foi focada em contratos das prefeituras de Presidente Kennedy e Marataízes com a empresa Limpeza Urbana LTDA. Os investigadores afirmam que os contratos superfaturados foram firmados a partir de 2014. 
Além de companheiro, José Augusto de Paiva também é chefe de gabinete da prefeita Amanda Quinta e foi apontado como o organizador das fraudes. O Ministério Público afirma que os empresários Marcelo Marcondes e José Carlos Marcondes, saíam do Rio de Janeiro e vinham ao Espírito Santo uma vez por mês para fazer pagamentos a José Augusto de Paiva.
A operação desta quarta-feira aconteceu no momento em que os investigadores monitoravam o terceiro encontro entre os membros do grupo. O primeiro monitoramento foi em novembro do ano passado e o segunda no último mês de abril.
Amanda está no Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim e deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (10). Mesmo que seja liberada do sistema prisional, a prefeita está afastada da prefeitura por 60 dias. Os secretários de Assistência Social e de Obras também foram afastados de suas funções. Todos estão proibidos de ter acesso às dependências da prefeitura para não atrapalhar as investigações.
SETE PESSOAS PRESAS DURANTE A OPERAÇÃO
Os investigadores afirmam que foram cumpridos cinco mandatos de prisão temporária durante a operação e outras duas pessoas que já eram investigadas foram presas em flagrante. Os mandatos de prisão, com duração de cinco dias e prorrogáveis por mais cinco foram para as seguintes pessoas:
- José Augusto Paiva (companheiro da prefeita e suposto organizador do grupo criminoso)
- Marcelo Marcondes (dono de empresa de limpeza, acusado de pagar propina)
- José Carlos Marcondes (dono de empresa de limpeza, acusado de pagar propina)
- Cristiano Graça Souto (motorista dos empresários e apontado como sócio laranja da empresa de limpeza)
- Isaías Pacheco do Espírito Santo (contador da empresa de limpeza). 
A prefeita Amanda Quinta e o secretário de Ação Social da cidade, Leandro Costa Rainha, foram presos em flagrante porque estavam participando da reunião e eram investigados por possível participação no esquema.
 

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