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Prisão

PF prende José Yunes, amigo e ex-assessor de Michel Temer

Prisão foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Publicado em 29 de Março de 2018 às 10:43

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 mar 2018 às 10:43
O advogado José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer, foi preso nesta quinta-feira (29), em São Paulo, pela Polícia Federal. As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi, do portal G1.
José Yunes Crédito: Aline Bassi | Arquivo
A prisão temporária de Yunes, com prazo de 5 dias, foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que apura irregularidades no decreto dos portos. Ao G1, a defesa de Yunes confirmou a prisão e criticou a decisão da Justiça.
"É inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de advocacia, que sempre que intimado ou mesmo espontaneamente compareceu a todos os atos para colaborar. Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania", afirmou o advogado José Luis de Oliveira Lima.
Em 30 de novembro do ano passado, Yunes prestou depoimento à Polícia Federal, no inquérito que apura se decretos presidenciais favoreceram empresas do setor de portos em troca de propina. Na ocasião, ele relatou uma operação de venda de imóvel para o presidente Michel Temer.
No começo do mês, o ministro do STF Luís Roberto Barroso já havia determinado a quebra dos sigilos bancários de Temer e Yunes no âmbito da investigação do Decreto dos Portos. Além dos dois, também foram alvo da medida o ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures, flagrado com uma mala de dinheiro dada pelo grupo J&F. A decisão também quebrou os sigilos do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, de Antônio Celso Grecco e de Ricardo Mesquita, diretor do grupo Rodrimar.
AGENDA EM VITÓRIA
O presidente Michel Temer esteve em Vitória nesta quinta-feira, quando participou da inauguração do novo aeroporto. Ele se esquivou de perguntas sobre a prisão de aliados.
O presidente Michel Temer Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil
ENCONTRO FORA DA AGENDA
O último encontro de Yunes e Temer ocorreu na última segunda-feira (26). Fora da agenda, o presidente jantou com o amigo em São Paulo, como revelou o colunista de "O Globo" Lauro Jardim. Em sua delação premiada, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, operador financeiro do PMDB, afirmou ter buscado uma caixa com R$ 1 milhão no escritório de Yunes.
O dinheiro pertenceria a Temer a partir de um acordo de caixa 2 feito com a Odebrecht. A quantia teria sido remetida a Salvador, mais especificamente para o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), outro amigo íntimo do presidente da República, preso em setembro do ano passado. (Com informações de O Globo)
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