Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Veja ao vivo

Operação Naufrágio: STJ decide se recebe denúncia contra 26 investigados no ES

Mais de uma década depois da operação que abalou o Judiciário do ES, denúncia oferecida pelo MPF é analisada pelo Superior Tribunal de Justiça nesta quarta-feira (1°)

Publicado em 01 de Dezembro de 2021 às 09:53

Iara Diniz

Publicado em 

01 dez 2021 às 09:53
Após 13 anos de um dos maiores escândalos do Judiciário capixaba, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide, nesta quarta-feira (1º), se aceita ou rejeita a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra 26 pessoas no âmbito da Operação Naufrágio, deflagrada em 2008. Entre os denunciados estão desembargadores, advogados, políticos e empresários.
A operação revelou um suposto esquema de corrupção que transformou o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) em um balcão de negócios. As denúncias envolvem venda de sentenças, controle e loteamento de cartórios e interferência em concursos públicos, que teriam participação de magistrados do Estado.
Nesta última década, o caso já passou pelo TJES, Supremo Tribunal Federal (STF) e STJ. Durante esse período, cinco dos 26 denunciados morreram e mais de 25 crimes prescreveram, já que a denúncia não foi aceita dentro do prazo. Com isso, mesmo que o Estado queira, alguns denunciados não poderão ser punidos.

OUTRO LADO

A Gazeta procurou a defesa dos 26 denunciados citados na reportagem.
Por meio de nota, os advogados Marco Antônio Gama Barreto e Henrique Zumak, que representam os empresários Adriano e Pedro Scopel, afirmaram que a demora para o julgamento da Operação Naufrágio não se deu por conta de pedidos da defesa, "mas, ao menos nas últimas três vezes, por requisição do próprio Ministério Público e das constantes mudanças de entendimento do Judiciário sobre o instituto da prerrogativa de foro".
Quanto à denúncia, eles afirmam ser infundada, "fruto de operação policial recheada de nulidades insanáveis, e que a sua inocência será cabalmente demonstrada durante a instrução processual". Eles aguardam o desfecho "com tranquilidade e confiança na Justiça".
O advogado Arildo Marques, responsável pela defesa de Johnny Estefano Ramos Lievori, disse que não iria se manifestar sobre o caso, mas que "aguarda com serenidade a decisão, quanto ao recebimento ou não da denúncia".
Já Leonardo Silva, advogado do ex-prefeito de Pedro Canário Francisco José Prates de Matos, o Chicô, afirmou que "a defesa foi apresentada e que confia no senso de justiça do STJ".
Os advogados Aluisio Ludgreen Correa e Carlos Guilherme Pagiola, responsáveis pela defesa de Bárbara Sarcinelli, disseram que  o próprio Ministério Público requereu as prescrições pertinentes de alguns crimes. "Quanto à imputação de corrupção que permaneceu, Bárbara foi absolvida no processo administrativo disciplinar no TJES, ocasião em que a defesa reforça esse mesmo argumento para que o STJ rejeite a denúncia", destacou em nota.
O advogado Rodrigo Horta, responsável pela defesa do desembargador Frederico Pimentel, preferiu não se manifestar sobre o caso em razão do falecimento do magistrado. 
Já o advogado Flávio Cheim Jorge, por meio de nota, lamentou que a ocorrência da prescrição impeça a apreciação de sua defesa, "pois ela certamente seria acatada, com a imediata rejeição da acusação". "Em todas as searas onde a defesa foi apresentada, ela foi acolhida, com a rejeição imediata da acusação, ante o expresso reconhecimento de que seu agir foi lícito e limitado ao exercício legítimo da atividade de advogado", concluiu.
Alguns dos advogados de defesa procurados pela reportagem não responderam à solicitação de manifestação. Outros, A Gazeta não conseguiu contato. Caso haja manifestação, será acrescentada no texto.

A Gazeta acompanha o caso desde 2008

Há 13 anos, A Gazeta acompanha o caso que é considerado um dos maiores escândalos do Judiciário capixaba. Desde a deflagração da Operação Naufrágio, no dia 9 de dezembro de 2008, diversas reportagens foram publicadas. Os desdobramentos da operação foram capas de várias edições do jornal e destaque no site. Em 2018, A Gazeta fez uma reportagem especial mostrando a morosidade da ação, que ainda aguardava uma análise da Justiça para virar ou não um procedimento judicial.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Oportunidades de estágio para estudantes de nível médio, técnico e superior
Mais de 3.200 vagas de estágio abertas em órgãos do governo do ES
Músicos se apresentam na Fête de la Musique 2025 em uma rua de Paris
Rua se transforma em palco e calçada vira pista da cultura francesa em Vitória
Ministro Alexandre de Moraes
Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida em blitz

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados