Os candidatos ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB), reagiram à criação de emendas impositivas pela Assembleia Legislativa, no valor de até R$ 15 milhões para cada um dos deputados estaduais. A avaliação não é consensual.
Ricardo, que tenta a reeleição, diz que não concorda com a medida, mas observa que se trata de uma decisão do Legislativo, isto é, de outro poder.
"E eu preciso ser democrata. Preciso cultivar o diálogo de igual forma com a Assembleia, de igual forma com o Judiciário", sustentou o governador, em entrevista para a TV Gazeta.
Pazolini também destacou que é preciso respeitar a autonomia do parlamento, mas não fez ressalva sobre a criação das emendas impositivas. "O mais importante é que os recursos cheguem a quem mais precisa e essas emendas sejam destinadas para a assistência social, a saúde, a educação, a cultura, a arte, o lazer, o entretenimento, o esporte", pontuou.
Antes da manifestação dos candidatos, entidades da sociedade civil já haviam criticado a medida. Formada por representantes do setor produtivo, a ONG ES em Ação demonstrou preocupação, ressaltando que o aumento expressivo desses recursos exige uma reflexão sobre seus impactos no planejamento e na gestão do orçamento estadual.
Para a ONG Transparência Capixaba, "a captura do orçamento público pelo parlamento traz prejuízo ao processo democrático.”
Conforme revelou o colunista Vitor Vogas, de A Gazeta, a Proposta de Emenda à Constituição Estadual (PEC) 4/2026, aprovada em dois turnos na terça-feira (13), aumenta em até cinco vezes o valor das emendas parlamentares destinadas aos deputados atualmente. A iniciativa foi apresentada pelo presidente da Assembleia, Marcelo Santos (União).
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