Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Fraude

Índio da Costa era o padrinho político da cúpula dos Correios

Preso nesta sexta (06), ele era alvo da Operação Postal Off que mira fraudes e prejuízos de R$ 13 milhões

Publicado em 

07 set 2019 às 12:35

Publicado em 07 de Setembro de 2019 às 12:35

Agência dos Correios Crédito: Carlos Palito/ Arquivo TV Gazeta
O Ministério Público Federal em Santa Catarina afirmou, nesta sexta-feira (06) que o ex-deputado Índio da Costa era o padrinho político da cúpula dos Correios, alvo da Operação Postal Off que mira fraudes e prejuízos de R$ 13 milhões. Preso nesta sexta (06) ele já foi candidato ao governo fluminense e à prefeitura da Rio e concorreu à vice-presidência de José Serra em 2010.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 40 milhões das contas e bens dos investigados, incluídos carros de luxo e duas embarcações - uma delas um iate avaliado em R$ 3 milhões.
Segundo o Ministério Público Federal, a "operação iniciada a partir de informação do serviço de inteligência da ECT, dirigida à Superintendência da Polícia Federal de Santa Catarina, no sentido de que dirigente da ECT em Santa Catarina havia sido procurado por representantes de empresas ligadas à organização criminosa atuante no estado do Rio de Janeiro, titulares de contratos com os Correios, os quais lhe propuseram o pagamento de propina a fim de que aderisse ao esquema criminoso consistente na inserção de grandes volumes de cartas comerciais no fluxo dos Correios sem o devido faturamento, gerando evasão de receita e prejuízos aos cofres da ECT".
"A partir de então, foram deferidas várias medidas cautelares que revelaram a participação de político na indicação para a nomeação no cargo de superintendente de modo a viabilizar a atividade criminosa mediante o pagamento de altas quantias", afirma a Procuradoria.

"Revelaram também a participação de empresários do Rio de Janeiro e de funcionários da ECT ocupantes de postos operacionais no esquema criminoso, o qual migrou suas atividades para Belo Horizonte/MG diante do insucesso na cooptação de funcionários da ECT/SC e da atuação do serviço de inteligência dos Correios no CTC Cidade Nova/RJ, local onde centralizadas as operações da quadrilha", diz o MPF.

Em coletiva, o delegado Christian Luz Barth, da Polícia Federal em Santa Catarina, também apontou que entre os investigados estavam empresários, funcionários do alto-escalão dos Correios 'e um elemento político'.

Barth explicou o esquema. "As grandes empresas que necessitam desse serviço de postagem - entrega de faturas, documentos em geral - têm um volume muito grande de correspondências. Elas precisam de empresas que façam a produção, a preparação de postagem e entrega no Correio, para que entre no fluxo postal", disse. "Eles tinham várias formas de burlar, às vezes com a ajuda de funcionários dos Correios, e colocavam no fluxo postal sem pagamento."

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Como a socialização com outras pessoas pode fazer você se sentir melhor
Seis PMs envolvidos no caso da morte de duas mulheres em Cariacica foram afastados
MPES defende afastamento de PMs por omissão em assassinato de casal em Cariacica
Imagem de destaque
Sym ADXTG 150 inaugura conceito crossover entre as scooters

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados