O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Vasco Cunha Gonçalves, e outras 16 pessoas foram denunciadas nesta quarta-feira (13) pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF/DF). Todos foram alvos, em janeiro, da Operação Circus Maximus, que apura fraudes na instituição bancária.
Gonçalves, que chegou a ficar preso por uma semana, presidiu o Banestes por um dia. Ele tomou posse em 28 de janeiro, na véspera da operação. O foco da investigação é Brasília. Não há suspeitas contra o banco capixaba.
Os denunciados responderão por crimes como contra o sistema financeiro, corrupção e lavagem de dinheiro. "Os prejuízos estimados foram de, aproximadamente, R$ 348 milhões ao BRB, aos participantes de fundos de pensão e Regime Próprio de Previdência Social, aos poupadores e ao sistema financeiro nacional", alega o MPF.
A denúncia diz que Vasco Gonçalves participou de "organização permanente e estruturada". Ele chegou à presidência do BRB pelas mãos de Ricardo Leal, apontado como o líder do esquema, e permaneceu no cargo entre 2015 e 2018.
O ex-presidente também é acusado de corrupção passiva, atos de gestão fraudulenta, desvios de recursos de instituição financeira e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, ele negociou propinas pessoalmente para liberar dinheiro gerido pelo BRB para investimentos privados.
Apesar de não estar na estrutura do BRB DTVM, subsidiária do BRB, o MPF diz que ele mantinha "interesse direto" em empreendimentos suspeitos.
Em nota, o advogado de Vasco Gonçalves, Iuri Cavalcante Reis, firmou que a denúncia é baseada em "meras conjecturas e presunções". "Será comprovado que o senhor Vasco não teve nenhuma participação nos fatos denunciados, os quais ocorreram no âmbito da BRB DTVM".