Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

R$ 157 mil

MPES quer devolução de dinheiro gasto com shows em Guarapari

Para a promotoria, prefeitura poderia ter contratado artistas diretamente, mas usou empresário como intermediário. A empresa recebeu, em 2017 e 2018, R$ 157 mil

Publicado em 20 de Agosto de 2019 às 17:33

Beatriz Caliman

Publicado em 

20 ago 2019 às 17:33
Shows do Esquina da Cultura, em Guarapari, em 2019. Ação do MPES é sobre as edições de 2017 e 2018 Crédito: Prefeitura de Guarapari/Divulgação
O Ministério Público Estadual (MPES) quer a devolução de R$ 157 mil referentes à contratação de shows de artistas regionais para a realização do Esquina da Cultura, da Prefeitura de Guarapari, nos anos de 2017 e 2018.
MPES quer devolução de dinheiro gasto com shows em Guarapari
Os alvos da Ação de Improbidade Administrativa proposta pelo MPES são o prefeito da cidade, Edson Magalhães (PSDB), um maestro e um empresário. Os shows foram contratados sem licitação - que é uma disputa entre empresas para ver quem oferece o menor preço.
A prefeitura considerou, na ocasião, que a empresa escolhida detinha a exclusividade dos contratos com os artistas e bandas. Mas, em depoimento ao Ministério Público, os próprios artistas negaram manter contrato de exclusividade. 
Para a promotoria, a prefeitura utilizou-se, sem necessidade, de intermediários. Poderia ter assinado com os artistas diretamente, sem passar pela empresa. De acordo com o MPES, em 2017, 14 atrações foram contratadas. E a empresa levou R$ 70 mil para fazer as contratações. Em 2018, foram R$ 87 mil.
"A contratação poderia ter sido realizada diretamente com o artista, responsável pela banda, sem necessidade de intermediário, o que poderia surtir maior economia para o município, no entanto o prefeito municipal de Guarapari, em acordo com a empresa, optou por utilizar a inexigibilidade de licitação", avalia o Ministério Público.
"GASTOS EXORBITANTES"
"Foi ajuizada anteriormente Ação Civil Pública tendo como objeto os gastos públicos exorbitantes e supérfluos com eventos em Guarapari pelo prefeito Edson Magalhães, corroborando desse modo a necessidade de estancar as atividades ilícitas praticadas pelo administrador do dinheiro público que mais uma vez não preza pela moralidade, legalidade, efetividade e impessoalidade dos atos que pratica", diz ainda o texto da ação, proposta no último dia 12.
No dia 16, o juiz Gustavo Marçal da Silva e Silva, da Vara da Fazenda Pública de Guarapari, determinou a intimação ao Ministério Público para que o órgão acrescente informações ao pedido em relação a duas pessoas, incluídas no polo passivo da ação, para a caracterização da improbidade administrativa. Ainda não há decisão quanto ao pedido em si. Os autos estão com o Ministério Público.
O OUTRO LADO
Procurada, a Prefeitura de Guarapari informou que quem falaria sobre o assunto seria o advogado do prefeito, Marlilson Machado de Carvalho. Ele informou ao Gazeta Online que ainda não houve notificação sobre o processo e que, por isso, desconhece os termos da propositura da ação e não poderia comentar o caso.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Delegacia Regional da Serra, onde caso foi registrado
Dupla assalta padaria na Serra e logo em seguida rouba mercearia ao lado
Imagem de destaque
Câncer de pele: 5 erros comuns que aumentam os riscos da doença
Morre 'Vovô Anésio', idoso de 88 anos que viralizou nas redes ao mostrar rotina com neto
Morre 'Vovô Anésio', idoso de 88 anos que viralizou nas redes ao mostrar rotina com neto

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados