Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

São Paulo

MP abre investigação sobre reforma de Doria no Bandeirantes

Doria modificou ambientes como a Sala dos Pratos e a Sala dos Despachos, que tinham piso de madeira lustrosa, lambris de madeira e as paredes claras

Publicado em 04 de Abril de 2019 às 21:08

Publicado em 

04 abr 2019 às 21:08
O governador de São Paulo, João Doria Crédito: Agência Brasil
O Ministério Público de São Paulo instaurou nesta quinta-feira (04) um inquérito civil para investigar a reforma feita pelo governador João Doria (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes, a sede do governo paulista.
Doria modificou ambientes como a Sala dos Pratos e a Sala dos Despachos, que tinham piso de madeira lustrosa, lambris de madeira e as paredes claras.
Agora as estruturas de madeira foram pintadas de preto fosco, há um piso preto e as paredes são cinzas. O governador também pintou de preto uma mesa de tábuas.
A 1ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Capital quer apurar se as modificações causaram dano ao patrimônio público de interesse histórico e se houve consulta a órgãos preservacionistas antes da reforma.
O caso também foi enviado à Promotoria de Justiça de Patrimônio Público para que analise medidas cabíveis em relação ao gasto de R$ 1,1 milhão "em reformas e ações de redecoração desnecessárias", segundo o promotor de Justiça Carlos Henrique Prestes Camargo.
O dano ao patrimônio público, se comprovado, pode ensejar uma ação de improbidade administrativa.
O Ministério Público pediu que o governo envie, em 30 dias, quais foram as reforças e ações de redecoração feitas. "Deve também ser informado se essas ações de remodelação foram autorizadas pelos órgãos preservacionistas e se existe a intenção do governo do estado de alugar áreas do Palácio dos Bandeirantes para a realização de eventos privados", diz a portaria que instaura o inquérito.
Quando questionado pela Folha de S.Paulo sobre a reforma, o governo não informou quais áreas exatamente foram modificadas e nem o valor gasto –informação divulgada posteriormente. A reforma foi revelada pela revista Veja São Paulo.
O governo manifestou, no entanto, a intenção de alugar salões e auditórios do Bandeirantes que hoje são usados para reuniões –o que também motivou a reforma. A renda será revertida para o Fundo Social São Paulo.
O documento que instaura a investigação fala em apurar "eventuais danos ao patrimônio público de interesse histórico, com a remodelação e redecoração do Palácio dos Bandeirantes, com descaraterização de móveis de madeira de lei, pisos e adornos, que foram pintados com tinta preta, inclusive brasões do estado de São Paulo".
O Palácio dos Bandeirantes tem a fachada tombada, ou seja, não é tombado na parte interna, mas o Ministério Público considera que os bens modificados possuem interesse histórico e artístico.
Segundo o promotor, a "construção do Palácio dos Bandeirantes trouxe inúmeras inovações arquitetônicas trazidas da Europa" e "a maioria dos materiais e mobiliário tem enorme valor histórico e artístico".
O promotor solicitou informações a Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) e Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) sobre a necessidade de consultá-los sobre a reforma e se isso foi feito.
Especialistas consultados pela reportagem não viram irregularidade na reforma, pois a parte interna do palácio não é tombada e porque as modificações não atingiram o acervo do local. No entanto, alertaram para o fato de que Doria agiu segundo sua vontade em um patrimônio que pertence ao Estado.
Em nota, o governo afirmou que oferecerá todas as informações solicitadas ao Ministério Público e que a manutenção passou por avaliação e acompanhamento do Acervo Cultural e Artístico dos Palácios do Governo.
"Não houve nenhum prejuízo ou maculação de móveis ou bem histórico, pelo contrário o acervo do palácio foi protegido", diz o governo.
A nota afirma ainda que havia necessidade de obras após dez anos sem manutenções. "Após dez anos, foram realizadas obras de manutenção corretiva no Palácio dos Bandeirantes como troca de forros e pisos, vidros e recuperação da elétrica e hidráulica das instalações, assim como pintura depois de relatório técnico apontar a necessidade de correção para a proteção do patrimônio público."

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Editais e Avisos - 11/06/2026
Imagem de destaque
Indústrias do ES revelam ações para reduzir poluição
Imagem de destaque
EUA lançam novos ataques contra o Irã após Trump ameaçar 'atingir o país com força' diante da falta de acordo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados