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Ministro da Justiça

Moro diz que avaliará se projeto sobre abuso de autoridade é prejudicial

O texto aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro (PSL)

Publicado em 15 de Agosto de 2019 às 11:24

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 ago 2019 às 11:24
Moro diz que avaliará se projeto sobre abuso de autoridade é prejudicial Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou que o projeto de lei sobre abuso de autoridade, aprovado pela Câmara nesta quarta-feira (14), precisa ser bem analisado para verificar se prejudica a atuação regular de juízes, policiais e procuradores.

O texto aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

"O projeto de lei de abuso de autoridade será examinado pelo governo. Ninguém é a favor de abusos, mas o projeto precisa ser bem analisado para verificar se não pode prejudicar a atuação regular de juízes, procuradores e policiais. O exame ainda será feito com o cuidado e o respeito necessários ao Congresso", escreveu Moro, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa do ministério.

O projeto endurece as punições por abuso de autoridade de agentes públicos, incluindo juízes, promotores e policiais.

De acordo com o texto enviado ao presidente, são considerados passíveis de sanção por abuso de autoridade membros dos Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo, membros do Ministério Público, membros de tribunais ou conselhos de contas, servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas.

Entre as mudanças estão a proibição de decretação de prisão provisória em "manifesta desconformidade com as hipóteses legais" e também de decretação de condução coercitiva sem que antes haja intimação para comparecimento ao juiz. A pena é de um a quatro anos de detenção.

Bolsonaro está sendo pressionado por juízes, aliados e policiais para vetar trechos do projeto aprovado.

O texto também prevê que a autoridade possa ser punida com seis a dois anos de detenção, além de multa, caso deixe de se identificar ou se identifique falsamente para o preso no ato de seu encarceramento.

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