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Sem provas

Inquérito que investigava Ricardo Ferraço por caixa 2 é arquivado

Executivos da Odebrecht disseram que senador recebeu R$ 400 mil via caixa dois. Caso havia sido arquivado pelo STF. A PGR recorreu, mas, por falta de provas, voltou atrás
Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 out 2018 às 16:14

Publicado em 02 de Outubro de 2018 às 16:14

Ricardo Ferraço é candidato à reeleição no Senado Crédito: Ricardo Medeiros
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, arquivou o inquérito que investigava o senador Ricardo Ferraço (PSDB) por falsidade ideológica eleitoral, por supostamente não ter declarado à Justiça doação recebida em campanha por parte do grupo Odebrecht.
O processo já havia sido arquivado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso,  relator do caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu em junho, queria que o caso fosse remetido à Justiça Eleitoral e não ao arquivo. Mas, em nova manifestação de Dodge na última segunda-feira (1), endereçada a Barroso, ela "promoveu o arquivamento".
O ministro ainda precisa decidir pelo arquivamento do processo. No entanto, como não há outra instância acima da PGR, o magistrado não tem a quem remeter o inquérito. Ou seja, na prática o magistrado não tem outra opção a não ser arquivar o inquérito. Dodge argumentou que a investigação não reuniu, até o momento, provas que justificassem o oferecimento de denúncia.
"Os elementos colhidos pela autoridade policial até o momento são insuficientes para comprovar a materialidade e a autoria das infrações penais investigadas, malgrado o tempo que teve para desincumbir-se desta atribuição neste caso concreto. Com efeito, ante o quadro colhido, forçoso reconhecer que não houve confirmação da hipótese que justificou a instauração do inquérito", escreve a procuradora-geral.
Ela ainda pontua que, caso outros elementos de prova possam ser incorporados à investigação, o processo pode ser desarquivado.
Para o senador Ricardo Ferraço, a manifestação de Dodge "lavou sua alma" e "sepulta por completo a investigação". Ele afirma que o inquérito trouxe sofrimento para sua família e que ele sentia que "devia uma elucidação da denúncia para os capixabas que acreditavam em seu trabalho".
DELAÇÃO
O inquérito havia sido aberto após as declarações dos executivos da Odebrecht Sérgio Luiz Neves e Benedicto Júnior, que disseram ter pago caixa 2 de R$ 400 mil para a campanha de Ferraço em 2010, por meio do setor de operações estruturadas da construtora. Na época, Ferraço era vice-governador, filiado ao PMDB, partido pelo qual disputou a eleição para o Senado. O beneficiário foi identificado pelo codinome "Duro", mas o senador sempre negou as acusações.
"Eu tinha absoluta consciência da minha inocência, mas ter meu nome envolvido nessa delinquência de corrupção que chocou o capixaba e o Brasil todo me trouxe sofrimento. Quem está na política tem aliados, mas também tem adversários que às vezes lançam mão dessas coisas para imputar a gente de responsabilidades que não são nossas. Não levaram em conta que era uma investigação, que nada havia sido comprovado ainda. Eles não têm a coragem de retornar agora e admitir que foram precipitados, mas isso gera uma confusão na cabeça das pessoas", disse o parlamentar.

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