Por mais que você não tenha recebido nenhum incentivo financeiro para ir às urnas no último dia 4 e escolher um candidato para ocupar o cargo de governador do Espírito Santo pelos próximos quatro anos, o seu voto custou algum dinheiro para o candidato escolhido na hora da votação.
Isso porque, para realizar uma campanha eleitoral, é necessário contratar diversos serviços, como marketing digital, impulsionamento nas redes sociais, fabricação de santinhos, elaboração de jingles, transporte, seguranças e advogados. Tudo isso para conquistar o maior número de eleitores e vencer a disputa.
Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB), que conseguiram votos suficientes para levar a disputa ao segundo turno, por exemplo, gastaram menos de R$ 5 por voto. Já Helder Salomão (PT) investiu R$ 6,43 por voto recebido, mas terminou em terceiro lugar na disputa.
Ou seja, ao dividir o valor gasto (em despesas contratadas) por um candidato para conquistar o eleitor pelo total de votos que ele recebeu, de fato, no primeiro turno das Eleições 2026, é possível descobrir quanto cada um deles custou. A Gazeta fez esse cálculo com base na declaração de gastos parcial apresentada pelos cinco concorrentes ao Palácio Anchieta até o dia 6 de outubro.
Breno Barcelos (Missão), Helder, Pazolini, Rafael Demuner (UP) e Ricardo disponibilizaram os dados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo final para a prestação de contas referente ao 1º turno é 3 de novembro.
Já os dois concorrentes que seguem na eleição, que será decidida em 25 de outubro, terão de 26 de outubro a 14 de novembro para apresentar os dados finais à Justiça Eleitoral.
O candidato que mais gastou por cada voto recebido foi Helder Salomão: o custo por voto foi de R$ 6,43, visto que ele foi votado por 323.483 eleitores (15,32%) e contratou R$ 2.081.303,99 em despesas. Apesar do investimento realizado, o candidato não conseguiu permanecer na disputa, terminando em 3º lugar.
Na prestação parcial de contas, os recursos recebidos por Helder somam R$ 5.369.813,48, sendo o PT responsável pelo repasse de mais de R$ 5,2 milhões. Na lista de despesas do petista também entra a doação de R$ 1.045.000,00 feita por ele ao candidato à reeleição ao Senado Fabiano Contarato (PT).
O segundo voto que exigiu mais recursos para ser conquistado, considerando o investimento na campanha e o resultado nas urnas, foi o de Lorenzo Pazolini. O candidato que conseguiu seguir para o segundo turno da votação declarou R$ 5.208.438,50 em desesas contratadas e recebeu 1.048.633 votos (49,65%). Ao final, cada voto saiu por R$ 4,97.
A receita parcial declarada pelo ex-prefeito chegou a R$ 6.461.319,25, sendo R$ 6,2 milhões provenientes do partido Republicanos, R$ 80 mil de doações de outros candidatos e R$ 123,3 mil de pessoas físicas.
Ricardo Ferraço, que também segue na disputa pelo comando do Estado, gastou R$ 0,25 a menos que o concorrente, chegando a R$ 4,72 por voto. Ele foi escolhido por 719.397 eleitores (34,06%) e desembolsou R$ 3.393.452,25.
Até o momento, os recursos recebidos pelo emedebista somam R$ 4.897.850,00, sendo o MDB responsável pelo repasse de R$ 4.199.400,00. Ricardo também conta com R$ 5 mil de recursos próprios, R$ 654,9 mil de doações de pessoas físicas, além de doações de candidatos.
Breno Barcelos, que terminou em quarto lugar na disputa com 17.988 votos (0,85%), investiu R$ 3,43 por cada voto recebido. Ao todo, foram R$ 61.662,50 em despesas. À disposição, o candidato teve R$ 105.704,28, sendo R$ 100 mil provenientes do partido Missão e R$ 5,7 mil de financiamento coletivo.
Já Rafael Demuner, escolhido por 2.670 eleitores (0,13%), teve o menor gasto do primeiro turno. Cada voto recebido pelo candidato custou menos de um centavo: apenas R$ 0,008.
O valor calculado é mínimo devido à prestação parcial de contas. No sistema da Justiça Eleitoral, foi declarada, até o momento, uma única despesa contratada por R$ 21,56, que corresponde a uma taxa de um site para receber doações. O candidato da UP recebeu, ao todo, R$ 1 mil do partido e mais R$ 1.085,10 em doações.
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