Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Eleições 2026

Gasto das campanhas para o governo do ES vai de quase zero a R$ 6,43 por eleitor

A Gazeta calculou a relação entre as despesas declaradas por cada candidato e o número de votos recebidos no primeiro turno, com base na prestação de contas parcial

Publicado em 06 de Outubro de 2026 às 15:15

Julia Camim

Publicado em 

06 out 2026 às 15:15

Por mais que você não tenha recebido nenhum incentivo financeiro para ir às urnas no último dia 4 e escolher um candidato para ocupar o cargo de governador do Espírito Santo pelos próximos quatro anos, o seu voto custou algum dinheiro para o candidato escolhido na hora da votação.


Isso porque, para realizar uma campanha eleitoral, é necessário contratar diversos serviços, como marketing digital, impulsionamento nas redes sociais, fabricação de santinhos, elaboração de jingles, transporte, seguranças e advogados. Tudo isso para conquistar o maior número de eleitores e vencer a disputa.


Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB), que conseguiram votos suficientes para levar a disputa ao segundo turno, por exemplo, gastaram menos de R$ 5 por voto. Já Helder Salomão (PT) investiu R$ 6,43 por voto recebido, mas terminou em terceiro lugar na disputa.


Ou seja, ao dividir o valor gasto (em despesas contratadas) por um candidato para conquistar o eleitor pelo total de votos que ele recebeu, de fato, no primeiro turno das Eleições 2026, é possível descobrir quanto cada um deles custou. A Gazeta fez esse cálculo com base na declaração de gastos parcial apresentada pelos cinco concorrentes ao Palácio Anchieta até o dia 6 de outubro. 


Breno Barcelos (Missão), Helder, Pazolini, Rafael Demuner (UP) e Ricardo disponibilizaram os dados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo final para a prestação de contas referente ao 1º turno é 3 de novembro.


Já os dois concorrentes que seguem na eleição, que será decidida em 25 de outubro, terão de 26 de outubro a 14 de novembro para apresentar os dados finais à Justiça Eleitoral.

De menos de um centavo a R$ 6,43

O candidato que mais gastou por cada voto recebido foi Helder Salomão: o custo por voto foi de R$ 6,43, visto que ele foi votado por 323.483 eleitores (15,32%) e contratou R$ 2.081.303,99 em despesas. Apesar do investimento realizado, o candidato não conseguiu permanecer na disputa, terminando em 3º lugar.


Na prestação parcial de contas, os recursos recebidos por Helder somam R$ 5.369.813,48, sendo o PT responsável pelo repasse de mais de R$ 5,2 milhões. Na lista de despesas do petista também entra a doação de R$ 1.045.000,00 feita por ele ao candidato à reeleição ao Senado Fabiano Contarato (PT).


O segundo voto que exigiu mais recursos para ser conquistado, considerando o investimento na campanha e o resultado nas urnas, foi o de Lorenzo Pazolini. O candidato que conseguiu seguir para o segundo turno da votação declarou R$ 5.208.438,50 em desesas contratadas e recebeu 1.048.633 votos (49,65%). Ao final, cada voto saiu por R$ 4,97.


A receita parcial declarada pelo ex-prefeito chegou a R$ 6.461.319,25, sendo R$ 6,2 milhões provenientes do partido Republicanos, R$ 80 mil de doações de outros candidatos e R$ 123,3 mil de pessoas físicas.


Ricardo Ferraço, que também segue na disputa pelo comando do Estado, gastou R$ 0,25 a menos que o concorrente, chegando a R$ 4,72 por voto. Ele foi escolhido por 719.397 eleitores (34,06%) e desembolsou R$ 3.393.452,25.


Até o momento, os recursos recebidos pelo emedebista somam R$ 4.897.850,00, sendo o MDB responsável pelo repasse de R$ 4.199.400,00. Ricardo também conta com R$ 5 mil de recursos próprios, R$ 654,9 mil de doações de pessoas físicas, além de doações de candidatos. 

Veja também 

Ana Elisa, deputada federal eleita por Minas Gerais

Após cobrar mudanças na comunicação digital, deputada eleita Ana Elisa tem encontro com Lula

Breno Barcelos, que terminou em quarto lugar na disputa com 17.988 votos (0,85%), investiu R$ 3,43 por cada voto recebido. Ao todo, foram R$ 61.662,50 em despesas. À disposição, o candidato teve R$ 105.704,28, sendo R$ 100 mil provenientes do partido Missão e R$ 5,7 mil de financiamento coletivo.


Já Rafael Demuner, escolhido por 2.670 eleitores (0,13%), teve o menor gasto do primeiro turno. Cada voto recebido pelo candidato custou menos de um centavo: apenas R$ 0,008. 


O valor calculado é mínimo devido à prestação parcial de contas. No sistema da Justiça Eleitoral, foi declarada, até o momento, uma única despesa contratada por R$ 21,56, que corresponde a uma taxa de um site para receber doações. O candidato da UP recebeu, ao todo, R$ 1 mil do partido e mais R$ 1.085,10 em doações.

Leia mais sobre Eleições 2026

Saiba quem são os suplentes de Casagrande e Evair, senadores eleitos do ES

Gasto das campanhas para o governo do ES vai de quase zero a R$ 6,43 por eleitor

Confira os primeiros suplentes do ES para a Câmara dos Deputados

Alcolumbre está 'determinado' a votar fim da 6x1, diz ministro; Flávio vê 'oportunismo'

Partido de Hartung declara apoio a Lorenzo Pazolini no 2º turno

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

carro fumacê passando pela grande vitória
Veja o cronograma do fumacê na Grande Vitória em outubro
Agência realiza o Tipz Day e cria 6 frentes de atuação
Tipz celebra seis anos da nova fase com cinco frentes de atuação e vários prêmios
Imagem de destaque
Torta de frango com massa podre: aprenda a receita para o lanche da tarde

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados