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Ex-secretário sobre suspensão de convênios: "Política de baixa qualidade"

Marcelo de Oliveira, que comandou a Sedurb, disse que 68 convênios assinados nos últimos meses foram analisados tecnicamente desde o início de 2018

Publicado em 02/01/2019 às 16h46
Secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Marcelo de Oliveira. Crédito: Letícia Gonçalves
Secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Marcelo de Oliveira. Crédito: Letícia Gonçalves

O secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) na gestão do ex-governador Paulo Hartung (sem partido), Marcelo de Oliveira, reagiu às críticas da gestão de Renato Casagrande (PSB) a convênios celebrados pelo governo passado nos últimos três meses. Oliveira afirmou que a nova gestão faz uma "política de baixa qualidade" apenas para "desfazer o trabalho nacionalmente reconhecido" de Hartung. 

Após a primeira reunião do secretariado, na manhã desta quarta-feira (2), o secretário de Governo, Tyago Hoffmann (PSB), afirmou que as parcerias com municípios assinadas na reta final do governo Hartung foram "seletivas" e beneficiaram prefeitos aliados do governador.

"A discussão que está sendo feita é uma discussão política de baixa qualidade e que traz prejuízos aos capixabas. As políticas têm que ser feitas olhando para a frente, e não olhando para trás", afirmou o ex-secretário.

Segundo ele, foram celebrados 68 convênios nos últimos três meses. E não quer dizer que foram assinados às pressas. Marcelo de Oliveira destacou que todos vinham sendo analisados técnica e juridicamente desde o início do ano. Por conta das vedações do período eleitoral, porém, ficaram represados para os últimos meses.

"Essa atitude vem demonstrar que a atual administração quer desfazer o trabalho do governador Paulo Hartung, que é de reconhecimento nacional. O Espírito Santo é exemplo de boa gestão para todo o Brasil. O que aparenta é que a nova gestão quer andar para trás. Está baseada mais no rancor do que no interesse público dos capixabas", destacou.

A reação do hartunguista faz com que o tema dos convênios seja o primeiro conflito direto entre a atual e a antiga gestão. A rusga faz lembrar quatro anos atrás, quando Casagrande, deixando o governo, e Hartung, entrando, travaram uma batalha de números e comparações de gestão

Oliveira também criticou a suspensão geral dos convênios. Ele avalia que, se o governo atual considera que critérios políticos se sobrepuseram aos técnicos, deveria apontar em quais convênios específicos houve as falhas. "É leviandade fazer isso", comentou.

"Como o convênio da praia de Piúma não é prioridade? Como o convênio para proteção de encostas em Santa Teresa e Santa Maria de Jetibá não é prioridade? Como a reurbanização da orla de Marataízes não é prioridade? Fala (de Hoffmann) é infeliz e não demonstra a realidade dos fatos", frisou.

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