Entre os cargos em disputa nas Eleições 2026, os de presidente e de governador carregam outra função, que complementa o trabalho no Executivo: o vice. Mas, se a pessoa não pode nem mesmo ser votada separadamente do candidato que está na cabeça de chapa, para que serve esse posto?
Pois bem, diferentemente do que se possa supor, o vice não é uma figura decorativa e tem atribuições próprias do cargo. A mais frequente é substituir o chefe do Executivo — presidente e governador, nestas eleições; prefeito, nas disputas municipais — ou sucedê-lo em determinadas situações.
A substituição é temporária quando o titular está impedido de atuar, por exemplo, porque está de férias ou em viagem oficial. Mas a sucessão também pode ser definitiva quando o cargo fica vago, como nos casos de renúncia, impeachment ou morte.
Após o período da ditadura militar, o país já viu três vices assumirem a presidência da República definitivamente: José Sarney, após a morte de Tancredo Neves; Itamar Franco, que sucedeu Fernando Collor; e Michel Temer, que assumiu o cargo após o impeachment de Dilma Rousseff.
Mas a função do vice não se limita a substituições eventuais ou permanentes. O vice-presidente da República, por exemplo, pode ser convocado para missões especiais, representando o presidente. E também faz parte do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional, encarregados de aconselhar o Palácio do Planalto em questões de estabilidade das instituições democráticas e da soberania nacional.
Também é comum ao vice-presidente assumir um ministério, assim como, em nível estadual, o vice-governador pode comandar uma secretaria.
Assim, ao votar, é importante estar atento não apenas ao candidato do Executivo, mas ao nome escolhido como vice para compor a chapa. As ideias que defende e o espectro político que ocupa vão ajudar a desenhar a futura administração.