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Ex-senador

Comissão da Câmara de Castelo nega homenagem a Magno Malta

Dois vereadores decidiram não aceitar projeto de lei que daria título de cidadão castelense ao ex-senador. Desavenças na política local podem ajudar a explicar a atitude

Publicado em 23 de Julho de 2019 às 20:54

Vinícius Valfré

Publicado em 

23 jul 2019 às 20:54
Magno Malta foi senador pelo Espírito Santo Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Castelo, município do Sul do Espírito Santo, negou homenagear o ex-senador Magno Malta (PL, o antigo PR) com o título de cidadão castelense por não concordar com atos do político.

Três vereadores integram o colegiado pelo qual devem tramitar projetos de lei como os de homenagens. Foram dois votos contrários à homenagem, dos vereadores José Renato Côgo Viana (SD) e Éverton Zanúncio Malheiros (PDT), relator e presidente da comissão, respectivamente.

"Achamos ruim pelas coisas que vemos na imprensa, algumas atitudes dele com relação à CPI da Pedofilia, que acusou aquele cobrador que era inocente. Alguns eleitores questionaram isso e não seria justo dar título de cidadão castelense para ele", afirmou o vereador Éverton.

A proposta de homenagear Magno Malta partiu do vereador Cristiano Dias Vitelli (PL), correligionário do ex-senador. "Ano que vem vou tentar de novo. Magno trouxe mais de R$ 3 milhões para Castelo. Ele sempre ajudou o município com recursos", disse.

Ao ver o projeto de lei negado, Cristiano recorreu e perdeu. Por fim, ele substituiu o homenageado oferecendo título de cidadão de Castelo ao deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM). "Não argumentaram nada por escrito, só falaram da questão do homem que foi acusado", disse.

A sessão solene para entrega das homenagens ocorreu no dia 31 de maio.

MOTIVOS POLÍTICOS

Apesar de o presidente da Comissão de Justiça dizer que reprova atitudes de Magno Malta, desavenças locais, da política de Castelo, podem ajudar a explicar a negativa à homenagem.

Quando os 13 vereadores se articulavam para definir a atual Mesa Diretora da Câmara houve uma clara divisão no plenário. Sete apoiavam o parlamentar que acabou eleito presidente, Domingos Fracaroli (PSDB). Seis, não.

Cristiano Viteli era vice-presidente da Câmara, no biênio anterior, e relator da Comissão de Justiça - justamente o colegiado que barrou a homenagem ao aliado dele. O grupo dele perdeu a eleição e o grupo vencedor passou a dominar a colegiado, que é sempre um dos mais importantes do Poder Legislativo.

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