O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Humberto Martins, determinou, na última sexta-feira (22), o levantamento de informações sobre a participação de juízes em ato favorável ao ex-presidente Lula. Entre os 11 magistrados com condutas sob apuração estão duas integrantes da Justiça do Trabalho no Espírito Santo, as juízas Germana de Morelo e Lucy Lago.
Desde que foi preso em abril de 2018, Lula recebe saudações de apoiadores, em frente à carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, no Paraná. Grupos gritam mensagens de "bom dia" e "boa noite" para o ex-presidente condenado.
A investigação do CNJ foi determinada em virtude de notícias sobre a presença nesses atos de magistrados de diferentes esferas e de sete Estados, no dia 21 de março. A Lei Orgânica da Magistratura (Loman) e o Código de Ética da Magistratura Nacional vedam manifestações políticas aos juízes.
As respectivas corregedorias dos órgãos aos quais os juízes são subordinados terão 60 dias para enviar os resultados das apurações.
CNJ apura participação de juízes do ES em ato pró-Lula
Segundo o CNJ, o corregedor chegou ao nome dos magistrados após receber a programação de um "boa noite, Lula" em Curitiba que continha a relação de juízes que estariam presentes.
O Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo (TRT) informou que ainda não foi notificado sobre a apuração. Também disse que a magistrada Lucy Lago não foi ao evento citado e que a juíza Germana de Morelo, que foi ao local, estava de férias, na ocasião. A reportagem não conseguiu contato com elas.