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Palestra para homens

Bolsonaro encerra semana de crise política com conferência religiosa

Sem informar previamente à imprensa, ele compareceu ao evento religioso "Escola de Hombridade", promovido na capital federal pela Comunidade das Nações

Publicado em 29 de Março de 2019 às 21:17

Publicado em 

29 mar 2019 às 21:17
Presidente Jair Bolsonaro Crédito: Reprodução/Instagram

Depois de ir ao cinema e à churrascaria, em compromissos fora da agenda oficial, o presidente Jair Bolsonaro encerrou uma semana marcada por uma crise política participando de uma conferência evangélica.

Sem informar previamente à imprensa, ele compareceu ao evento religioso "Escola de Hombridade", promovido na capital federal pela Comunidade das Nações.

Segundo a organização do encontro, trata-se de uma palestra apenas para homens, que recebem orientações e conselhos de como um cristão deve atuar nos ambientes profissional e familiar.

O presidente chegou ao local às 17h22, horário considerado ainda dentro do expediente normal da Presidência da República. A sua última agenda pública foi às 13h30 e ele deixou o Palácio do Planalto às 15h36.

Segundo integrantes da comunidade evangélica, ele foi convidado pelo pastor Cláudio Duarte, de quem é amigo. A estimativa é de que o evento reúne entre 500 e 600 homens.

Os veículos de imprensa não foram autorizados a acompanhar o evento. Segundo assessor de imprensa da comunidade religiosa, foi um pedido da Presidência da República.

O presidente começou a semana, na qual trocou provocações com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com uma escapada ao cinema, onde assistiu a um filme religioso. Ele chegou por volta das 9h e permaneceu até as 11h, horário também de expediente normal.

Na noite de quinta-feira (28), após o término da agenda oficial, ele foi a uma churrascaria para o aniversário do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), onde disse esperar que a proposta da reforma previdenciária seja aprovada.

As críticas públicas protagonizadas por Bolsonaro e Maia criaram embaraços para a tramitação da proposta e foram vistas com cautela pelo mercado financeiro, para o qual uma crise política não favorece sua aprovação.

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