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MST

Bolsonaro diz que MST está mais fraco por causa de liberação de armas

Presidente da República repercute dados revelados pelo 'Estado' sobre redução das invasões de terras pelo movimento; dirigentes do MST também falam em criminalização do movimento, defendido por Bolsonaro

Publicado em 

15 abr 2019 às 23:54

Publicado em 15 de Abril de 2019 às 23:54

Ato em fazenda do médium João de Deus, em março, não foi contabilizado como invasão e sim como protesto Crédito: MST-13/3/2019
O presidente da República, Jair Bolsonaro, vinculou nesta segunda-feira (15),a queda nas invasões no campo promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fenômeno revelado pelo Estado na edição desta segunda, à flexibilização da posse de armas de fogo, uma de suas promessas de campanha concretizada por decreto em janeiro. O presidente afirmou que a medida terá "derivações", mas não pormenorizou quais. Há um lobby no governo federal para que sejam modificadas as condições restritivas do porte de armas, principalmente, para produtores rurais.
"Incra registra só 1 ocupação no 1º trimestre diante 43 ações no mesmo período de 2018. O MST está mais fraco pela facilitação da posse de armas, iniciativa que terá derivações pelo governo, falta de financiamento do setor público e de ONGs, algo que não ocorria nos governos do PT", escreveu Bolsonaro em sua conta oficial no Twitter.
 
A reportagem também mostra que o MST iniciará na quarta-feira o "abril vermelho", série de ações para relembrar o massacre de Eldorado dos Carajás (PA), ocorrido em 17 de abril de 1996, mas pretende adotar ações alternativas às ocupações. Segundo João Paulo Rodrigues, um dos líderes nacionais dos sem-terra, a ideia é diminuir a tensão das eleições.
Dirigentes do MST e coordenadores de entidades que monitoram conflitos agrários, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), entendem que há preocupação entre os sem-terra com a criminalização das ocupações, como defendido pelo governo Bolsonaro, e o incentivo ao uso de armas de fogo no campo. Dados da CPT revelam um aumento nos conflitos a partir de 2016. Em campanha no ano passado, Bolsonaro defendeu que fazendeiros têm o direito de abrir fogo contra invasores de entidades como o MST.
 

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