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A voz da CBN Vitória

Fernanda Queiroz relembra sua trajetória com a Rede Gazeta

A atual apresentadora e editora-executiva da CBN Vitória, começou a construção da sua história com o jornalismo da Rede Gazeta ainda na infância.

Publicado em 22 de Abril de 2026 às 15:25

Rubi Conde

Publicado em 

22 abr 2026 às 15:25
Fernanda de Queiroz no estúdio da CBN Vitória. Crédito: Rede Gazeta.
Antes de comandar os microfones da CBN Vitória, Fernanda de Queiroz já circulava pelos corredores de A Gazeta ainda criança. Décadas depois, tornou-se uma das vozes mais reconhecidas do jornalismo capixaba e referência de credibilidade no rádio do Espírito Santo.
Atual apresentadora e editora-executiva da CBN Vitória, Fernanda construiu sua relação com o jornalismo desde cedo. Neta de Darcy Pacheco de Queiroz, diretor de A Gazeta, ela transformava as visitas familiares em passeios entre máquinas de datilografia, mesas de edição e o movimento intenso da redação. O ambiente ajudou a consolidar uma certeza que carregaria para a vida: seguir carreira em Comunicação Social.
Em 1993, ainda universitária, entrou para a antiga Rádio Metrópole, onde trabalhou na programação musical. Depois de formada, passou por funções como redatora, pauteira, chefe de pauta e editora. Mais tarde, durante a licença-maternidade da jornalista Daniela Abreu, assumiu a apresentação da CBN Vitória — posto que ocupa até hoje.
Fernanda de Queiroz como redatora da rádio CBN, em 1996. Crédito: Foto: Chico Guedes.
Ao longo da trajetória, Fernanda acompanhou alguns dos momentos mais marcantes da história recente do Espírito Santo. Um dos episódios que mais a impactaram foi a última entrevista concedida pelo juiz Alexandre Martins de Castro Filho, assassinado dias depois. Na época, o Estado enfrentava o avanço do crime organizado e denúncias de comprometimento institucional. Para ela, Alexandre entendia o papel da imprensa e via o jornalismo como aliado no combate à corrupção.
"A pergunta que eu tinha feito [ao juiz Alexandre] era como ele se protegia diante das ameaças, e ele até fala nessa mesma entrevista que era é só um juiz, que outros virão se ele for tirado do caminho; outros virão para tomar as decisões que ele tomaria.", relembra.
O caso permaneceu vivo na memória da jornalista. Anos depois, ela presenteou o pai do magistrado com um CD contendo a entrevista. “Quando sente saudade do filho, ele ouve a voz do Alexandre”, conta.
Fernanda também testemunhou a transformação tecnológica do rádio. Viu a comunicação migrar da frequência AM para o FM, atravessar a internet e chegar às plataformas digitais e ao streaming. Para ela, o rádio ampliou fronteiras sem perder a essência.
Para Fernanda, emprestar a própria voz à informação exige preparo permanente e senso de responsabilidade com o público. Ela afirma que buscou estudar desde jovem e destaca aprendizados herdados da disciplina e do perfeccionismo do radialista capixaba Jairo Maia.
Fernanda em debate promovido pela rádio CBN, em 2014. Crédito: Foto: Edson Chagas.
Entre coberturas sobre crime organizado, grandes tragédias e casos de forte repercussão, Fernanda aprendeu a dosar firmeza e sensibilidade diante do microfone. Em muitos momentos, precisou endurecer o tom para cobrar respostas das autoridades. Em outros, foi necessário humanizar a notícia diante da dor das vítimas.
Como mulher e mãe, afirma que as coberturas de feminicídio trazem impacto emocional ainda maior. Hoje também no cargo de editora-executiva, defende a presença feminina em espaços de liderança e critica a necessidade constante de mulheres provarem competência no ambiente profissional.
“A presença masculina não é limitador de competência, e mesmo com todas as nossas cargas pessoais, as mulheres têm que estar onde elas bem querem”, reforça.
Após 33 anos de trajetória na Rede Gazeta, Fernanda acredita que a tecnologia seguirá mudando a forma de comunicar, mas há um patrimônio que permanece intacto: a confiança do público.
“Quando as pessoas falam: ‘Se eu ouvi na CBN, é porque é verdade’, isso justifica todo o meu esforço diário. A informação em que você confia ninguém tira da gente”, conclui.

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