Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Vilmara Fernandes

Juiz acusado de liberar milhões com “rapidez incomum” será julgado no ES

Maurício Camatta Rangel também será avaliado sobre suposto esquema envolvendo a liberação de heranças milionárias

Publicado em 23 de Abril de 2026 às 03:30

Públicado em 

23 abr 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

Duas investigações disciplinares contra o juiz Maurício Camatta Rangel vão ser julgadas nesta quinta-feira (23) pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). 


Será avaliado pelo conjunto dos desembargadores a decisão que liberou o pagamento de R$ 2,7 milhões com uma rapidez considerada "incomum" e “sem qualquer cautela”, segundo a Corregedoria da Corte. E que teria ocorrido enquanto o magistrado substituía a juíza titular da 2ª Vara Cível de Vitória.


O segundo procedimento envolve cinco casos de liberação de valores deixados como herança e que podem superar a casa dos R$ 8 milhões. Decisões investigadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que denunciou o magistrado após a realização da Operação Follow the Money (Siga o dinheiro).


Camatta Rangel foi afastado de suas funções em agosto de 2024. Em dezembro do mesmo ano, ele se tornou réu com outras 19 pessoas em ação criminal que trata do suposto esquema de desvio de dos valores deixados por mortos.


A 4ª Vara Cível onde ele atuava passou por uma correição e teve as atividades encerradas pelo Tribunal em julho de 2025. Desde então, pelo menos seis PADs foram instaurados contra ele. Nesta quinta o Tribunal julga os dois primeiros a serem concluídos. Em outro, que tramitou junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o juiz foi absolvido das acusações, segundo sua defesa. Outros três ainda tramitam. 


A defesa de Rangel é realizada pelo advogado João Guilherme Gualberto Torres. Ele destaca que todas as decisões do magistrado “foram fundamentadas e pautadas na legalidade”. Acrescenta que aguarda a decisão da Corte, confiante nas teses apresentadas pela defesa.


PROMOÇÃO

Em janeiro deste ano, Camatta Rangel se inscreveu para concorrer a vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Fábio Clem. 


A seleção será pelo critério de antiguidade, cuja lista ele lidera. Mas a decisão do Pleno em relação aos PADs, com uma condenação, pode impedir a escolha do seu nome.


Em janeiro o TJ informou que ainda não há data de quando será feita a seleção. O edital (01/2026) com a abertura do processo foi divulgado no dia 6 e as inscrições se encerraram no dia 16, ambas em janeiro. Outras quatro pessoas, além de Camatta Rangel, se inscreveram.


OUTRO JUIZ 

O Pleno também irá julgar o procedimento administrativo disciplinar instaurado contra outro juiz. Trata-se de Bruno de Oliveira Feu Rosa, acusado de fazer teletrabalho enquanto morava nos Estados Unidos, sem autorização do Tribunal. 


E ainda de não ter presidido uma audiência do Juizado Especial Criminal em março do ano passado.


No julgamento de outro PAD, pelo mesmo motivo, ele foi condenado à pena de aposentadoria compulsória, com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 


Segundo o advogado João Guilherme Gualberto Torres, que faz a defesa de Feu Rosa, o período em que ele esteve fora  do Brasil refere-se a férias, finais de semana, feriados, abonos por laudos médicos, dias que não teriam sido considerados pela Corregedoria.


Destaca ainda que a audiência em que não esteve presente não demandava a sua presença. “Era uma negociação entre o Ministério Público e o suposto autor do fato. Não havia a necessidade da presença dele”, destacou.


OUTRAS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES

Canhão de caça e fuzil estão entre as onze armas apreendidas por dia no ES

Quanto custa manter cada preso do sistema carcerário do ES

Grupo envolvido em morte de empresário no ES é acusado de milícia privada

Justiça do ES decide manter Marujo por mais três anos em presídio federal

Condenado homem que atropelou duas crianças em rua de pedestre no ES

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
'Família Bolsonaro não deve se meter mais nas eleições do Rio, porque só apresentam ladrão', diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula
Xícara de café.
Café, demência e sono: o que dizem os últimos estudos
Serginho, Alice e Camila Castro
Serginho e Camila de Castro celebram os 15 anos de Alice com festão em Vitória

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados