Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Em faculdade

Professora vira ré por injúria racial durante aula em Vitória

Juliana Zuccolotto foi autuada em flagrante no mês passado; aluna denunciou comentários racistas sobre tatuagens em pele negra, feitos dentro de sala de aula

Publicado em 20 de Julho de 2022 às 17:23

Larissa Avilez

Publicado em 

20 jul 2022 às 17:23
A professora Juliana Maria Zuccolotto – que foi autuada em flagrante por injúria racial – virou ré no processo sobre o crime, que aconteceu em junho deste ano, em uma universidade em Vitória. Ela é acusada de ter feito comentários racistas contra uma aluna, em sala de aula, ao comentar sobre tatuagem em pela negra.
Na decisão da última quinta-feira (14), a juíza Gisele Souza de Oliveira acatou a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), "imputando à acusada o delito previsto no Artigo 140, §3º, do Código Penal Brasileiro". Ou seja, por injuriar a respectiva aluna por meio de elementos referentes à raça e à cor.
A magistrada destacou que o MPES se manifestou sobre a impossibilidade de "acordo de não persecução penal", já que o crime "viola valores sociais de ordem constitucional, em especial a dignidade da pessoa", por isso, o processo criminal não pode ser substituído por outras formas de reparação.
A reportagem de A Gazeta ligou para a vítima, Carolina Bittencourt. No entanto, após a identificação, a ligação foi interrompida e os demais contatos não foram respondidos. A professora acusada também não retornou aos contatos. Havendo um posicionamento de alguma das partes em relação à decisão judicial, este texto será atualizado.
Em nota enviada nesta quarta-feira (20), a Faesa Centro Universitário – onde o fato ocorreu – garantiu que a professora segue afastada (desde o final de junho) das respectivas atividades e reafirmou que "repudia todo e qualquer ato ou manifestação discriminatória e preconceituosa".

"PARECIA PELE ENCARDIDA": RELEMBRE O CASO

No dia 22 de junho deste ano, a estudante Carolina Bittencourt relatou que havia sido vítima de preconceito na sala de aula da Faesa Centro Universitário. Em vídeos divulgados nas redes sociais, ela contou que a professora Juliana Zuccolotto havia criticado tatuagem em negros, porque "parecia pele encardida".
Logo após o ocorrido, a Polícia Militar foi acionada. À equipe, a vítima teria dito também que "a professora teria solicitado que quem tivesse tatuagem levantasse a mão e citou suas características físicas" e "disse que jamais faria tatuagem, pois as marcas seriam coisas de escravos, e ela não era escrava".
Questionada pela corporação, Juliana Zuccolotto alegou que "fez somente um comentário sobre a história do uso da tatuagem e que foi mal interpretada pela aluna" e aceitou "esclarecer os fatos" na Delegacia Regional de Vitória, onde acabou autuada em flagrante pelo crime de injúria racial.
Em nota, a Polícia Civil informou, na ocasião, que a suspeita de 61 anos foi liberada para responder em liberdade, após o recolhimento da fiança – cujo valor não foi informado. "Por não precisar de diligências complementares, o caso foi relatado pelo próprio plantão e encaminhado à Justiça."
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Fraude em abastecimentos causa prejuízo de R$ 800 mil em Venda Nova
Imagem BBC Brasil
Moraes e Mendonça deveriam ser impedidos de votar? Juristas respondem perguntas de leitores da BBC sobre sessão histórica do STF
Idosa de 68 anos sofre politrauma após ser atingida por árvore em Ibatiba
Idosa é atingida por coqueiro em Ibatiba e levada de helicóptero a Vitória

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados