A professora de 31 anos, que estava grávida e foi atingida por uma bala perdida na orla de Jacaraípe na tarde do último sábado (9), ainda está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, onde deve permanecer durante 72 horas. Ela ainda não viu a filha, a quem deu à luz aos oito meses, de forma prematura, devido ao disparo que a atingiu na barriga.
A sogra informou à reportagem do Gazeta Online que a nora está bem e passou por duas cirurgias, sendo uma a cesárea e outra no intestino, que foi atingido em quatro lugares. A criança recém-nascida está na Unidade de Tratamento Intensivo Infantil (Utin), para ganhar peso e ainda não teve contato com a mãe depois do parto.
"Ela ainda não pode nem comer nem tomar água, mas já conversa e está bem. Ela ainda não viu a filha, que está internada na Utin para ganhar peso".
Sobre o outro filho dela, um adolescente de 15 anos, a sogra disse que ele ficou bastante chateado com a situação, e estava muito abalado porque eles são muito apegados. "Mas foi visitar a mãe ontem à tarde e, quando viu que ela estava conversando, ficou mais tranquilo", contou.
Professora grávida baleada na barriga ainda não viu a filha
DOAÇÃO DE SANGUE
À TV Gazeta, o pai da criança informou que a professora e a bebê precisam de doação de sangue. Quem quiser ajudar, ele orienta que procure o Hemocentro da Serra e direcione a doação para a esposa e a filha. O tipo sanguíneo das duas é O Negativo.
O marido da vítima acompanha as investigações. A Polícia Civil informou que até o momento nenhum suspeito do crime foi preso. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher. A Polícia pede ajuda da população e quem tiver informação sobre o caso podem ligar para o Disque-Denúncia 181. (Com informações da TV Gazeta)
ENTENDA O CASO
Uma professora que estava grávida de 8 meses deu à luz a uma menina após ser atingida por uma bala perdida na orla de Jacaraípe, na tarde do último sábado. Ela levou um tiro na barriga.
Segundo testemunhas, um homem armado invadiu um bar na avenida Nossa Senhora dos Navegantes, de frente para a praia, e rendeu uma atendente. No local havia ainda três clientes e a dona do estabelecimento.
“Ele chegou apontando a arma e tinha uma mochila nas costas. Ele entrou atrás do balcão e pegou as coisas. Pensei que ele fosse atirar dentro do bar”, conta uma atendente, de 53 anos, que estava atrás do balcão.
Após apanhar R$ 3 mil, o criminoso fugiu. Houve disparos no meio da rua, mas não se sabe exatamente em quais circunstâncias eles aconteceram e se houve revide. Um dos tiros atingiu a grávida quando ela comprava um picolé na areia.
“Eu fui para a cozinha preparar uma porção para um guarda-vidas. Foi quando a moça do balcão gritou que era tiro. Me joguei embaixo da mesa de sinuca pra me proteger. Ouvi uns quatro tiros e depois soube que a moça estava baleada na praia”, relata a proprietária do bar, de 56 anos.
Ela chegou a passar mal depois que foi à praia e viu que um dos disparos atingiu a professora de 31 anos. O disparo perfurou a barriga da mulher e saiu nas costas, chegando a perfurar o intestino e o útero. “Ela aparentava estar muito calma. Pedia socorro mas sempre tentando não entrar em desespero”, detalha a comerciante.
SOCORRO
A Polícia Militar foi acionada, assim como o Samu, e a grávida levada para o Hospital Jayme Santos Neves, na Serra. Foi realizada uma cesariana de urgência para retirar a bebê na noite de sábado. A menina prematura foi levada para a Unidade de Tratamento Intensivo Infantil (Utin) e segue sob observação.
A mãe também continua internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital.O caso foi atendido pela equipe do Departamento de Homicídios e proteção à Pessoa (DHPP).
Os R$ 3 mil roubados pelo assaltante estavam escondidos dentro de uma Bíblia. O livro ficava atrás do balcão e o dinheiro estava no local pois seria usado hoje para pagar contas anuais e mensais. Segundo relato de testemunhas, o bandido teria entrado no local com uma arma em punho que só foi vista pela atendente.
“Estou com o comércio aberto aqui há 30 anos. Já abri à noite e nem assim nunca aconteceu nada parecido. Estou tomando remédios e passando mal por causa disso”, desabafa a dona do bar.