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FEMINICÍDIO

Preso mecânico que matou mulher na Serra

Thomás Sottani foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana e vai responder por feminicídio

Publicado em 07 de Agosto de 2019 às 23:35

Publicado em 

07 ago 2019 às 23:35
Mecânico matou mulher na Serra por causa de jogo de notebook Crédito: Divulgação | Polícia Civil
A Justiça decretou a prisão preventiva do mecânico que procurou a polícia e confessou ter matado a mulher, em Jacaraípe, na Serra, na manhã desta quarta-feira (07). Thomás Henrique Damas Neto Sottani, 25 anos, foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV) e vai responder pelo crime de feminicídio. 
A jovem Ellen Geni Gonzales Costa, 29, foi morta na madrugada de segunda-feira (05) após uma discussão por causa de um jogo de notebook. Nesta manhã, dois dias depois do crime, Thiago foi até a delegacia e confessou ter matado a mulher. 
O mecânico levou a polícia até a casa onde o corpo de Ellen estava (A equipe do Gazeta Online acompanhou o caminho até a casa. Veja no vídeo abaixo). O corpo da jovem estava no chão, coberta por um pano. O casal estava junto há dois anos e morava na casa há cerca de um mês.
A prisão preventiva de Thiago foi pedida pela delegada titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), Raffaella Almeida, e concedida pela Justiça na noite desta quarta-feira. 
Cão é usado para localizar corpo de vítima na Serra Crédito: Isaac Ribeiro
CAMINHO ATÉ A CASA
Depois de prestar depoimento, o mecânico foi levado até a casa onde ele disse ter cometido o crime. Ele foi acompanhado pelo delegado Josafá da Silva, plantonista da 3ª Delegacia Regional da Serra, onde Thiago confessou o crime,  e uma equipe de investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia contou com o Spy, cão treinado para localizar pessoas mortas.
Ao ser solto no quintal, com o imóvel ainda fechado, Spy localizou o cômodo onde o corpo estava em menos de dois minutos. Após confirmar que a vítima estava em um dos quartos da casa, a Polícia Civil acionou os peritos e agentes do Departamento Médico Legal (DML) de Vitória.
O Gazeta Online acompanhou a polícia da delegacia até a casa onde o corpo da mulher foi encontrado.
AÇÃO EM LEGÍTIMA DEFESA, DIZ ADVOGADA
A advogada alega que o mecânico agiu em legítima defesa. Rosana Carlos Ribeiro afirmou que o cliente dela ficou em estado de choque após o crime e que já havia registrado ocorrência após, segundo ele, ter sido agredido pela companheira.
Policiais militares que acompanharam a perícia no local informaram que ambos já denunciaram à polícia terem sido agredidos pelo o outro durante o relacionamento. De acordo com a advogada Rosana Carlos Ribeiro, que defende o acusado, a vítima deixou três filhos. Todos moravam com os pais biológicos. Segundo ela, Ellen nasceu no Uruguai e se mudou para o Brasil ainda quando era criança.
“Ele conheceu essa mulher há pouco tempo e esse relacionamento já não estava dando muito certo. Na primeira vez, ele fez uma ocorrência junto ao Ciodes. Ela já tentou matá-lo duas vezes, inclusive com facas. Dessa última vez, infelizmente, eles estavam usando bebida alcoólica e houve uma discussão porque ele estava no notebook e ela queria que cessasse o jogo”, destaca.
Rosana disse que o mecânico ainda tentou reanimar a vítima. “Na discussão, ela pegou uma faca e foi para cima dele. Ele deu uma 'chave de braço' nela, infelizmente aconteceu isso. Ele tentou reanimá-la, mas não teve jeito, já estava tarde. Ele ficou desesperado, porque não tinha intenção de fazer isso", disse.
Depois de matar a mulher, o mecânico procurou o pai dele para pedir ajuda. Com ferimentos no braço e no rosto, ele foi à uma unidade hospitalar para buscar atendimento e teve um dos braços enfaixado. Mesmo com a companheira morta em um dos cômodos da casa, o mecânico permaneceu no imóvel até a noite de terça-feira (6). Depois, dormiu na casa de um amigo.

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