Preso pela segunda vez nos últimos dois meses por beber e dirigir, o investigador da Polícia Civil aposentado Marcos Antonio Moreira Fontes passou por audiência de custódia neste sábado (14) e teve a liberdade concedida após pagamento de fiança arbitrada em R$ 2.500. O policial aposentado foi preso na última quinta (12) após ter sido flagrado dirigindo embriagado em Vila Velha.
Além da fiança, foram determinadas algumas obrigações para Marcos Antonio para substituir a prisão preventiva, como proibição de sair da Grande Vitória sem prévia autorização e ainda comparecer a todos os atos do processo, devendo manter endereço atualizado. Também ficou estabelecida a proibição de frequentar bares e boates, entre outras determinações do juiz Arion Mergar.
Mas, até o final da manhã deste sábado (14), o policial aposentado ainda se encontrava no Centro de Triagem de Viana (CTV), segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
A prisão
O policial aposentado Marcos Antônio Moreira Fontes foi visto em alta velocidade, avançando sinais de trânsito, fazendo ultrapassagens perigosas e colocando outras pessoas em risco na noite da última quinta-feira (12) em Vila Velha.
Os agentes que o flagraram deram ordem de parada, mas ele só obedeceu quando estava próximo ao viaduto da Rodovia Darly Santos. Segundo a Polícia Militar, ele aparentava sinais de embriaguez, estava com as calças molhadas e odor de urina. Ele fez o teste do bafômetro que deu positivo para a ingestão de bebida alcoólica.
Além disso, a Polícia Militar informou, em nota, que foram encontrados quatro papelotes de cocaína no interior do veículo. Ele foi encaminhado à Delegacia Regional de Vila Velha, onde foi autuado em flagrante pela Polícia Civil por "conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência, trafegar com velocidade incompatível com a via e posse de entorpecentes para consumo próprio".
O carro dele foi guinchado e o investigador aposentado foi encaminhado ao sistema prisional, segundo a Polícia Civil.
A reportagem de A Gazeta tenta contato com a família e procura a defesa do aposentado, para um posicionamento. O espaço segue aberto.