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Conceição da Barra

Polícia apreende seis toneladas de carvão clandestino no ES

As investigações apontam que a fabricação e a distribuição do material têm ligação direta com as queimadas criminosas de eucalipto na região

Publicado em 06 de Outubro de 2021 às 12:48

Vinicius Zagoto

Publicado em 

06 out 2021 às 12:48
Polícia apreende mais de 6 toneladas de carvão clandestino no ES
Polícia apreende mais de 6 toneladas de carvão clandestino no ES Crédito: Polícia Civil
A polícia aprendeu seis toneladas de carvão clandestino nesta terça-feira (5) em uma ação realizada em Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo. As investigações apontam que a fabricação e a distribuição do material têm ligação direta com as queimadas criminosas de eucalipto na região.
As equipes realizaram diversas diligências na zona rural de Conceição da Barra, onde localizaram uma fábrica que continha 18 fornos não industriais de carvão, além de uma grande quantidade do produto já empacotado. Um homem de 47 anos se apresentou como sendo o proprietário do empreendimento, mas admitiu que não tinha licença para realizar a atividade.
Durante as buscas, foram encontrados 3 mil sacos de carvão vegetal, totalizando seis toneladas. Segundo a Polícia Civil, esse carvão clandestino é o principal causador de incêndios que acontecem na Região Norte do Estado.
“Parte desse carvão recebido por essas carvoarias vem das comunidades de Conceição da Barra. Os indivíduos provocam o incêndio em uma área de eucalipto de uma empresa privada e, após cessar o fogo, os funcionários dessa empresa vão ao local, retiram a parte ‘boa’ do eucalipto, e doam a parte de baixo para essas comunidades. Quando recebem o material, as comunidades fabricam a matéria-prima do carvão e vendem para as carvoarias, criando um ciclo financeiro fomentado pelo incêndio criminoso”, ressalta o titular da Delegacia de Polícia de Conceição da Barra, delegado Alysson Pereira.
Segundo o subcomandante da Polícia Militar Ambiental, Major Luck, a operação teve o objetivo de combater os receptadores de madeira, nativa e plantada, proveniente de furto.
“Foram fiscalizados quatro pontos, sendo que um não tinha licenciamento ambiental. Continuaremos esse trabalho integrado e para combater esse tipo de crime, disse o oficial.
Os agentes do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) confeccionaram um termo de notificação e os agentes da Polícia Civil elaboraram um Termo Circunstanciado (TC) por crime ambiental. O suspeito foi liberado após assumir o compromisso de comparecer em juízo. As investigações sobre o caso continuam para identificar e localizar outras pessoas que estejam relacionadas a essa prática criminosa, inclusive no incêndio.

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