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alvará de soltura

PM acusado de tentar extorquir Amaro Neto consegue liberdade

Keila Bonde Ferreira, 36 anos, teve a prisão preventiva revogada e saiu do Centro Prisional de Cariacica na última terça

Publicado em 08 de Fevereiro de 2019 às 13:37

Vinícius Valfré

Publicado em 

08 fev 2019 às 13:37
O deputado Amaro Neto Crédito: Reinaldo Carvalho | Ales | Arquivo
O policial militar Marcos Fernando Ferreira, acusado de tentar extorquir o deputado estadual Amaro Neto (PRB), foi solto nesta quinta-feira (07). Ele estava preso no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. O alvará de soltura, expedido pela juíza Elza Maria de Oliveira Ximenes, proíbe o militar de manter ou portar armas de fogo e, bem como de manter contato com testemunhas.
A Polícia Militar confirmou que Marcos Fernando foi solto no mesmo dia em que o alvará foi expedido. 
A Justiça também determinou que o policial seja afastado do trabalho na rua. Deverá exercer apenas função administrativa. Marcos Fernando deverá informar e justificar suas atividades em juízo a cada 30 dias e não poderá deixar a Região Metropolitana sem autorização judicial.
O advogado do parlamentar, Ludgero Liberato, foi procurado e manifestou-se por nota. No texto, diz que a defesa não faria comentários sobre a soltura do policial, mas "destacou sua preocupação com a segurança" de Amaro Neto e com a dos familiares do deputado.
A pedagoga Keila Bonde Ferreira, 36 anos, esposa de Marcos e também acusada de tentar extorquir R$ 500 mil do deputado estadual e deputado federal eleito Amaro Neto, deixou o Centro Prisional de Cariacica no dia 15 de janeiro, após uma decisão da Justiça.
PM acusado de tentar extorquir Amaro Neto consegue liberdade
O CASO
Marcos Fernando foi detido, na tarde do dia 30 de novembro, em Cariacica, acusado de tentar extorquir R$ 500 mil do deputado. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, ao qual a reportagem teve acesso, o acusado teria exigido dinheiro para não tornar público um suposto vídeo íntimo entre o deputado e a esposa do militar.
Consta na ocorrência que, às 11h45, o delegado titular da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos, Brenno Andrade de Souza, determinou que quatro policiais fossem até Campo Grande com a finalidade de apurar um suposto crime de extorsão contra o parlamentar.
Segundo a ocorrência, a extorsão teria sido motivada em virtude de um relacionamento do deputado com a mulher do policial. Durante um dos encontros entre ambos, teria sido feito um vídeo íntimo com o parlamentar.
Ainda segundo a polícia, a mulher fez contato com deputado, por meio do WhatsApp, informando que o marido teria descoberto o caso amoroso entre ambos, pedindo, por esse motivo, uma quantia em dinheiro para que a situação não se tornasse pública. Na manhã de sexta-feira, a diligência policial, acompanhada de um assessor de Amaro, foi até à casa da mulher.
FLAGRANTE
Ainda segundo a ocorrência, o assessor ficou por cerca de 25 minutos dentro da casa, enquanto os policiais ficaram do lado de fora da residência esperando a chamada dele. No entanto, o assessor relatou aos policiais, ao sair da casa, que não conseguiu fazer o contato porque o militar teria pegado seu aparelho celular.
O assessor relatou ainda que, enquanto estava na casa da mulher, o marido dela, com uma arma na cintura, fez contato com o parlamentar pedindo R$ 500 mil para apagar todos os arquivos envolvendo o parlamentar. Esse relato também consta no registro da PM.
Diante dos fatos, os policiais foram até a casa do militar para dar voz de prisão ao acusado. Antes disso, eles fizeram contato com a Polícia Militar, já que a ocorrência envolvia um integrante da corporação. A Corregedoria também foi acionada.
Ao chegaram à casa do acusado, junto com a PM, os policiais chamaram pelo cabo, que não respondeu. Como a porta não era aberta, os policiais ameaçaram arrombá-la.
Nesse momento, o cabo abriu a porta e teria dito: “Até sei sobre o que é”. O acusado e a mulher dele foram levados para a Divisão de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio, em Maruípe, Vitória.
O deputado Amaro Neto também foi à delegacia para prestar depoimento. Ele ficou durante toda a tarde no local, saindo por volta das 19 horas. Ao sair, o parlamentar preferiu não fazer comentários.

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