A perícia e o exame de balística vão determinar se o disparo que atingiu um estudante dentro de um coletivo, no final da manhã desta sexta-feira (12), em Joana Darc, Vitória, partiu da arma de um policial civil. O disparo atingiu a traseira do ônibus da linha 175 (Resistência x Rodoviária de Vitória), atravessou a carenagem e atingiu a perna do rapaz, que estava sentado no último assento do coletivo.
No início da tarde, a assessoria divulgou uma nota informando que policiais da Superintendência de Polícia Interestadual e de Capturas (SUPIC) foram até o bairro Joana D’arc realizar uma operação de cumprimento de mandado de prisão preventiva, expedida pela 4ª Vara Criminal de Vitória, pelo crime de roubo contra Patrick Marvila Costa.
Duas equipes, em cinco policiais, que estavam em veículos descaracterizados, foram até o local. Quando chegaram ao endereço, o suspeito, que estava de bicicleta, viu os investigadores, que deram voz de prisão. O suspeito soltou a bicicleta, colocou a mão na cintura e correu. Um dos policiais efetuou um tiro, como advertência, para o chão, e o suspeito continuou em fuga.
Ainda segundo a nota da assessoria, outros dois policiais efetuaram dois disparos, um, novamente para o chão, e um para o alto, foram atrás do suspeito, mas ele conseguiu escapar e, até o momento, não foi localizado. O ônibus foi conduzido ao 1º Batalhão da Polícia Militar. No veículo foi encontrado um projétil, que foi entregue à polícia. A Corregedoria da Polícia Civil foi acionada e foi até o local acompanhar a ocorrência.
As armas dos policiais foram recolhidas para análise. A ocorrência foi registrada como lesão corporal. A infração, para ser investigada criminalmente, depende da representação da vítima. Porém, ele preferiu, no momento, não representar contra os policiais.
EXAME DE BALÍSTICA
Já no final da noite, a assessoria da Polícia Civil enviou uma nova nota informado que "somente após o resultado da perícia realizada no ônibus e o exame de balística no projétil encontrado, será possível afirmar que o disparo saiu da arma dos policiais. O fato de testemunhas não terem visto o suspeito disparando será elemento de investigação porém, não constata legalmente que ele não disparou."
Como o suspeito não foi detido, caso a vítima optasse por fazer uma representação, poderia ter feito contra os policiais e o caso seria investigado. Também neste caso, somente após a comprovação técnica de que o tiro partiu da arma da polícia, a punição poderia ser aplicada criminalmente, ainda de acordo com a Polícia Civil.