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Suspeito fugiu após crime

Padrasto é morto a pauladas dentro de casa após discussão com enteado em Guarapari

Segundo a Polícia Militar, vítima e suspeito haviam consumido bebida alcoólica antes do crime. Moradores relatam que brigas entre os dois eram frequentes

Publicado em 10 de Agosto de 2026 às 07:13

Jaciele Simoura

Publicado em 

10 ago 2026 às 07:13
Aércio Pereira Rodrigues, de 51 anos
Aércio Pereira Rodrigues, de 51 anos Redes Sociais

Um homem, identificado como Aércio Pereira Rodrigues, de 51 anos, foi morto a pauladas na madrugada de domingo (9), no bairro Bela Vista, em Guarapari. Segundo a Polícia Militar, a companheira da vítima contou que o crime teria sido cometido pelo próprio filho dela, Alcemir Pereira de Oliveira, de 34 anos, enteado de Aércio. O suspeito fugiu após o crime e não foi localizado.


De acordo com o relato da mulher, de 59 anos, Aércio e o filho dela haviam consumido bebidas alcoólicas na casa durante o dia. Ainda conforme a companheira da vítima, os dois tinham histórico de consumo de bebidas seguido de discussões.


Em determinado momento, Alcemir entrou no quarto do padrasto e pediu dinheiro. Diante da negativa, ele pegou um pedaço de madeira e desferiu vários golpes contra Aércio. 


A companheira encontrou o homem já morto sobre a cama e pediu ajuda aos vizinhos.

Alcemir Pereira de Oliveira, de 34 anos
Alcemir Pereira de Oliveira, de 34 anos Redes Sociais

Uma das moradoras da região, Maria Roque, contou que acordou com os gritos de socorro da companheira da vítima.


"Eu acordei com ela gritando: ‘socorro, me ajuda, Maria’. Eu perguntei o que era, ela pediu aos vizinhos para socorrerem, falando que ele estava machucado em cima da cama. Foi quando entrei e olhei na cama. Ele já parecia estar morto”, contou.

Maria, que é dona de casa e alugava o imóvel para o casal, afirmou que os dois eram bons inquilinos e amigos, mas que as discussões se tornaram frequentes, principalmente nos fins de semana.

“Eram ótimos inquilinos, pessoas amigas, mas tinha um problema: quando chegava sexta era muita briga. Chegou ao ponto de eu pedir a casa. Eu disse: ‘Vai chegar a hora de vocês se matarem’. Ela ia entregar a casa amanhã”, relatou.
Histórico

Segundo a Polícia Militar, o enteado tem passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo e lesão corporal. Já Aércio tinha passagem relacionada à Lei Maria da Penha e, conforme os militares, também já havia se envolvido em brigas.


A corporação informou que realizou buscas na região após o crime, mas o suspeito não foi localizado.


Moradora do bairro, Maria Roque disse estar abalada com o que presenciou.


“É triste uma pessoa chegar ao ponto de matar a outra. Eu acho assim: não deu certo, vai embora. Estou abalada, estou triste”, afirmou.


A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari. Até o momento, nenhum suspeito foi detido. A corporação informou ainda que, por enquanto, detalhes da investigação não serão divulgados.


O corpo de Aércio foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Científica, onde passou por necropsia antes de ser liberado para os familiares.


* Com informações da repórter Isabelle Oliveira, da TV Gazeta. 

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