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Importunação sexual

Outras quatro vítimas já procuraram polícia para informar abuso de médico

O caso que motivou outras mulheres a denunciarem foi o caso de uma universitária importunada pelo médico no último sábado

Publicado em 31 de Maio de 2019 às 12:51

Publicado em 

31 mai 2019 às 12:51
Delegado Alexandre Henrique Campos, plantonista da 2ª Delegacia Regional de Vila Velha Crédito: Bernardo Coutinho
A Polícia Civil já recebeu relatos de outras quatro pessoas que denunciaram ou relataram ter sofrido assédio pelo médico Allan Kardec Nunes dos Santos. No último sábado, o profissional foi preso em flagrante após a tentativa de beijo a uma universitária em um hospital do Ibes, em Vila Velha. As outras vítimas foram orientadas a procurarem as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam).
De acordo com o delegado Alexandre Henrique Campos, plantonista da 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, o inquérito desse caso já foi finalizado e o médico foi indiciado por importunação sexual. Agora, a acusação será enviada ao Ministério Público do Estado (MP-ES), que ficará de oferecer ou não a denúncia para a Justiça. O delegado detalhou como aconteceu o caso da universitária.
“Ela tinha sido atendida por ele uma semana antes, quando foi com a mãe. No sábado, ela voltou sozinha e, no início, o atendimento foi normal. Ao sair da sala, o médico acompanhou até a porta e tentou beijar na boca dela. Ela desviou, o beijo foi no rosto. Ela saiu assustada, foi para casa, contou para os pais e depois acionou a PM”, declarou.
O médico foi preso e chegou a ser encaminhado para um presídio, mas foi liberado em uma audiência de custódia, sem necessidade de pagamento de fiança. Para a polícia, ele negou até que teria dado um beijo no rosto da jovem. Segundo o delegado, as contradições entre os depoimentos ajudaram a indiciar o médico.
OUTRAS SITUAÇÕES
Após o caso da universitária, quatro pessoas já prestaram queixas contra o médico Allan Kardec Nunes dos Santos. As vítimas foram orientadas a procurar alguma Deam, que encaminha o caso para o delegado responsável.
Paciente relata ter sido assediada pelo profissional Crédito: Reprodução/TV Gazeta
“Não precisa vir na Deam de Vila Velha. A delegacia que receber a denúncia faz o encaminhamento. Essas outras denúncias foram abertas através de portarias, que serão apuradas para indiciar ou não o médico”, declarou.
Em 2005, Allan Kardec respondeu a outra situação de importunação - que na época era chamada de atentado ao pudor. “Segundo o advogado, ele foi inocentado nesse caso, mas não é possível dizer que foi inocente, mas sim que não havia elementos suficientes contra ele, como prova”, pontuou.
O delegado lembra que, vítimas do médico ou de outros abusadores, as pessoas precisam denunciar casos como os que estão sendo relatados. “Quando sofre qualquer crime, independente de ser sexual, não tem que ter vergonha. Vergonha tem que ter quem praticou o crime. Ela vai procurar a polícia e será amparada“, conclui.

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