Um homem foi preso, em Anchieta, no Sul do Estado, por envolvimento com uma organização denunciada por lavagem de dinheiro. A operação foi deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) com o objetivo de desarticular uma organização que fazia empréstimos com dinheiro proveniente do tráfico de drogas, além de praticar crimes como agiotagem e extorsão.
Entre os alvos da operação estão dez suspeitos denunciados. De acordo com o MPMG, o homem preso em Anchieta participava ativamente da organização criminosa, sendo responsável por extorsão, agiotagem, além do controle das atividades de lavagem de dinheiro.
Investigações apontam que os denunciados tinham uma relação com o tráfico de drogas de Juiz de Fora. O dinheiro proveniente do tráfico era repassado para pessoas jurídicas de fachada, como empresas financeiras e de empréstimos, que, por sua vez, emprestavam esse valor para clientes de menor renda, com a cobrança de juros abusivos, que chegavam a mais de 20% ao mês.
Quando os clientes atrasavam os pagamentos, eram submetidos a ameaça e violência, momento em que o grupo deixava claro que o dinheiro pertencia ao tráfico de drogas. Conforme informações do MPMG, ao longo da investigação, dois homicídios relacionados direta e indiretamente aos integrantes da organização criminosa foram registrados.
A operação pertence ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora e contou com o apoio da Polícia Militar e Polícia Civil do Espírito Santo, bem como a Polícia Civil de Minas Gerais.
No Espírito Santo, após o cumprimento do mandado de busca, apreensão e prisão preventiva, o detido foi encaminhado para a Delegacia de Anchieta. Foram apreendidos documentos, um computador e um celular.
A Polícia Civil e Militar do Espírito Santo foram procuradas por A Gazeta para mais detalhes sobre o cumprimento do mandado, mas responderam que a centralização da operação é feita pelo Ministério Público de Minas Gerais.
Agentes de segurança pública envolvidos
A investigação iniciou a partir de representações feitas pela Polícia Militar de Minas Gerais, uma vez que dentre os alvos estão agentes de segurança pública diretamente envolvidos com os crimes.
Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, 24 de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e indisponibilidade que ultrapassam R$ 16 milhões. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Anchieta, no Espírito Santo.