Uma mulher de 34 anos e um homem de 31 foram presos na noite desta quarta-feira (27), em Linhares, na região Norte do Estado. O homem é suspeito de estuprar uma adolescente, que é enteada dele, há pelo menos cinco anos. A mulher, que é mãe da vítima, foi presa porque, segundo a polícia, sabia dos crimes.
De acordo com a delegada Suzana Garcia, titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e Idoso (DPCAI), a prisão ocorreu após o padrasto da vítima cometer mais um abuso que resultou em um sangramento excessivo.
A vítima já não suportando mais aquele cenário de violência, enviou uma mensagem a uma coleguinha da escola que, por sua vez, acionou familiares que chamaram a polícia. Eles chegaram até o local e encontraram a vítima do lado de fora da casa, extremamente assustada e segurando um pano sujo de sangue
Segundo a delegada, o suspeito estava em casa assistindo um jogo quando foi preso. Já a mãe da vítima estava dormindo. Os dois foram conduzidos para a Delegacia Regional de Linhares. Em depoimento, o padrasto confessou o crime. A mãe da criança também assumiu que sabia dos abusos.
“Ele foi preso e confessou a prática dos atos. A mãe também foi presa uma vez que responde por sua omissão, já que tinha o dever legal de proteção e podia ter evitado o resultado. Quando os abusos iniciaram a vítima contou pra mãe sobre os fatos e ainda assim a mãe se omitiu e permitiu que aqueles abusos continuassem acontecendo. Então tanto o autor quanto a mãe, na condição de garantidora, foram autuados em flagrante”, explicou.
Segundo Garcia, a mãe da adolescente responderá pelos menos crimes que o autor dos abusos. “O homem foi autuado por prática de estupro de vulnerável majorado pela relação de padrasto e a mãe na mesma condição, uma vez que ela responde igualmente pelo crime praticado pelo autor e pela omissão imprópria”, ressaltou.
O padrasto será encaminho para o presídio de Xuri e a mãe será levada para o presídio Feminino de Colatina. A vítima foi entregue aos cuidados do Conselho Tutelar de Linhares.
DELEGADA FAZ ALERTA
Questionada sobre quais alertas poderiam ser dados para evitar que crimes como esses voltem a acontecer, a delegada Suzana Garcia foi enfática: “O diálogo é sempre muito importante, tanto no âmbito familiar quanto pelos educadores, esclarecendo a essas crianças, a esses adolescentes da importância de relatar, ainda que não se sintam seguros de contar para dentro do âmbito familiar, já que muitas vezes esses agressores estão no seio familiar. Que conte para algum professor, que conte para algum profissional da educação, enfim, que não guardem esse segredo porque existem órgãos e pessoas para protegê-los”, destacou.
Mãe e padrasto são presos por estupro em Linhares