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Audiência de instrução

Juíza ouve perito e vítimas de jovem que invadiu escola em Jardim da Penha

Ex-aluno da escola invadiu o local com armas brancas em agosto de 2022; audiência de instrução e julgamento de começou na manhã desta sexta-feira (19)

Publicado em 19 de Maio de 2023 às 13:01

Jaciele Simoura

Publicado em 

19 mai 2023 às 13:01
Fachada da escola Eber Louzada Zipinotti, em Jardim da Penha
Fachada da escola Eber Louzada Zipinotti, em Jardim da Penha, onde ocorreu invasão Crédito: Divulgação | Prefeitura de Vitória
Nove meses após o ataque a uma escola de Jardim da Penha, em Vitória, acontece nesta sexta-feira (19) a audiência de instrução e julgamento do jovem de 18 anos, ex-aluno que invadiu a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Éber Louzada Zippinotti com armas brancas. Durante a audiência, a juíza substituta Lívia Regina Savergnini Bissoli Lage vai ouvir testemunhas do fato, como as vítimas, e o perito criminal que atuou no caso.
O advogado Homero Mafra, que representa a defesa do jovem, conversou com a reportagem de A Gazeta no final da manhã desta sexta-feira (19). "Já foram ouvidas cinco testemunhas de acusação, de um total de 18", explicou, na ocasião.
A audiência foi paralisada por volta de 12h para o almoço e é retomada às 13h. Mafra explicou que ainda será marcada uma nova data para a continuação da audiência, que é quando deve ocorrer o interrogatório do réu. O rapaz se encontra preso.

Jovem e pai indiciados em inquérito

A Polícia Civil concluiu a investigação do ataque a uma escola de Jardim da Penha em setembro do ano passado e indiciou tanto o jovem de 18 anos, quanto o pai dele. 
O inquérito foi encaminhado à Justiça no dia 16 de setembro. No entanto, após encaminhamento ao Judiciário, o Ministério Público do Espírito Santo decidiu que não havia elementos suficientes para denunciar o pai do jovem. O MPES denunciou apenas o ex-aluno por tentar contra a vida de cinco pessoas, sendo duas crianças de 10 anos, e por constranger uma sexta criança.

Entenda 

O pai foi indiciado pela Polícia Civil por fraude processual. Isso porque, durante as investigações, testemunhas relataram que ele, que é policial militar, teria destruído o celular do filho. O suposto ato teria acontecido em frente à Delegacia Regional de Vitória, para onde o jovem foi levado após a invasão à escola. No entanto, o aparelho nunca foi encontrado. 
"Agora, o pai pode até responder se forem apresentados fatos novos", explicou a delegada Fernanda Diniz, que respondia pela Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM) à época dos fatos (o caso ficou sob investigação da DHPM porque havia vítimas do sexo feminino).

Sobre o indiciamento do jovem

De acordo com a delegada, o inquérito da Polícia Civil indiciou o jovem de 18 anos por seis tentativas de homicídio contra duas crianças e quatro professores. Porém, após o encaminhamento ao Judiciário, o MPES indicou homicídio tentado contra cinco vítimas — sendo duas crianças, e uma sexta por constrangimento.
O MPES denunciou o jovem por homicídio tentado quatro vezes, contra quatro pessoas adultas (artigo 121, §2º, incisos I, III e IV, c/c art. 14, II quatro vezes, Código Penal), por homicídio tentado contra uma menor de 14 anos (artigo 121, §2º, incisos I, III, IV e IX c/c art. 14, II) e ainda por constrangimento praticado contra uma sexta vítima, uma criança (art. 129, §7º e art. 146, §1º).
Detido no dia do ataque, o jovem de 18 anos está, atualmente, preso no Centro de Detenção Provisório (CDP) de Guarapari.

Nota da Redação

A Gazeta não vai publicar detalhes sobre o ataque e sobre o autor seguindo recomendações de especialistas, em atenção ao chamado “efeito contágio”.
Para os estudiosos, quando a mídia publica esse tipo de informação, aumenta a possibilidade de imitadores do ato, em busca de visibilidade e notoriedade. Este é geralmente um dos objetivos dos agressores, que passam a ser idolatrados por outros indivíduos propensos à promoção de novos massacres.

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