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Operação "Olho Vivo"

Jovem de 22 anos é preso suspeito de torturar o filho de 7 meses em Cariacica

Laudo do Departamento Médico Legal (DML) apontou que o bebê vinha sofrendo agressões físicas graves há meses e foi hospitalizado pela primeira vez com dois meses

Publicado em 20 de Setembro de 2022 às 12:49

Publicado em 

20 set 2022 às 12:49
Fachada da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente-DPCA
Operação "Olho Vivo" foi realizada pela DPCA Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Uma operação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) prendeu ao longo dos últimos 30 dias três suspeitos de crimes de importunação sexual e tortura contra crianças e adolescentes.
Entre os presos estão um jovem de 22 anos, suspeito de torturar o filho de sete meses, em Cariacica, e um servidor público federal de 48 anos, que teria assediado crianças e adolescentes de um condomínio de luxo em Vitória.
Ao longo da operação, chamada de "Olho Vivo", também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e também foram verificadas denúncias anônimas.
Sobre o caso envolvendo o pai suspeito de torturar o filho de sete meses, a delegada Rhaiana Bremenkamp disse que o laudo do Departamento Médico Legal (DML) apontou que o bebê vinha sofrendo agressões físicas graves há meses e foi hospitalizado pela primeira vez com dois meses.
"Esse bebê já tinha sido internado por traumatismo craniano e se encontrava novamente nessa situação. No hospital descobriram várias fraturas antigas. Esse bebê tinha fratura nos dois fêmures, nos arcos costais e no úmero. O laudo nos trouxe a informação de que o bebê tinha muitos traumas e que ele correu risco de vida. A gente representou pela prisão temporária pelo crime de tortura e a investigação concluiu que, todo o acidente que acontecia com esse bebê, ele estava sempre na presença do pai", disse a delegada.
Rhaiana Bremenkamp disse, ainda, que mãe da criança não presenciava as agressões porque ficava fora durante todo o dia para estudar e trabalhar e o pai ficava em casa porque está desempregado. Na última ida ao hospital, a polícia foi acionada pela equipe médica e o homem acabou preso.
A mãe disse aos policiais que todas as vezes que a criança aparecia machucada, o pai dizia que era um acidente. Em um intervalo de 10 dias a criança foi internada duas vezes. O bebê permanece internado e não corre risco de vida, segundo a polícia.
O rapaz está preso temporariamente pelo crime de tortura.

SERVIDOR PRESO EM CONDOMÍNIO DE LUXO

Outro suspeito preso na operação é servidor público federal de 48 anos, morador de um condomínio de luxo em Vitória. De acordo com a delegada Thais Cruz, as vítimas tem idade a partir de 5 anos.
"Ele agia na área de lazer do prédio dele. Ele aproveitava o momento que as crianças iam tomar banho de piscina e chamava as crianças para a sauna. Ficava chamando as adolescentes de gostosa, olhando os seios e perseguindo", contou a delegada.
Após os relatos das crianças, os pais denunciaram o caso à polícia. Foram cerca de seis denúncias nos últimos seis meses. O homem está preso preventivamente por estupro de vulnerável e importunação sexual.
Não foram divulgados os nomes dos dois suspeitos, nem detalhes sobre o terceiro investigado.
Com informações de Diony Silva, da TV Gazeta
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