O filho de apenas oito anos da empresária Simone Venturini Tonani, 42 anos, presenciou o momento que a mãe foi atingida por um vergalhão jogado por um morador de rua na Praia da Costa. Ele estava no carro e foi retirado por pessoas que se aproximaram da cena na Avenida Champagnat, em Vila Velha, por volta das 18h34 desta sexta-feira (4). Ele foi acolhido por uma vizinha da vítima, onde ficou até por volta das 22h, até que a família fosse buscá-lo.
Simone Venturini Tonani é proprietária de uma loja de materiais de construção e ferramentas em Cariacica. Ela morava na Praia da Costa, em Vila Velha, e na hora do crime havia acabado de pegar o filho em um colégio particular da região.
É algo irreparável. E não sabemos como será a vida dessa criança, que com oito anos de idade perde a mãe
De acordo com um primo de Simone, o também empresário Marcos Venturini, foi o menino que desbloqueou o celular para que a família da mulher fosse informada do acidente. "As pessoas que o retiraram do carro foram muito solidárias. Ele que desbloqueou o celular e está consciente de tudo. Ele só não sabe da situação atual. Isso nós ainda estamos esperando um pouco para decidirmos como contaremos", diz.
Marcos lamenta a morte da prima e acredita que o episódio poderia ter sido evitado. "Pelo que nós sabemos, ele (o morador de rua) tem outras passagens pela polícia e não é a primeira vez que ele se envolve em uma situação parecida. Então não era para ele estar ali", avalia.
Segundo Marcos, os pais da empresária estão profundamente sensibilizados.
FAMÍLIA ESTÁ SE SENTINDO INSEGURA
Para o empresário, toda a família está se sentindo insegura e, ainda, enfrentando a dor da perda. "Nós estamos falando de uma avenida extremamente movimentada, no Centro de Vila Velha. O trânsito, se olharmos as imagens, está fluindo lentamente, ninguém estava correndo. Poderia ter sido eu ou minha esposa...", diz.
Ele afirma que ninguém poderia imaginar que em um trajeto de aproximadamente 400 metros isso fosse acontecer. "Você pensa em uma mãe indo buscar o filho na saída da escola, na sexta-feira, com a criança dentro do carro, e voltando para casa passa por uma situação dessa", lamenta.
Com informações de Rafael Silva