Publicado em 13 de junho de 2024 às 18:43
Uma empresa de crédito consignado de Afonso Cláudio, no Sul do Espírito Santo, foi interditada, nessa quarta-feira (12), sob suspeita de aplicar golpes financeiros em idosos. De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou que a dona e uma funcionária da empresa se apropriavam das contas das vítimas e, além de descontarem valores dos empréstimos, faziam movimentações financeiras nas contas bancárias dos idosos. Prejuízo total pode ultrapassar a quantia de R$ 100 mil. >
A “Operação Margem Furada”, deflagrada nessa quarta-feira (12), tinha o objetivo de cumprir mandados judiciais expedidos pelo Juízo da Vara Única de Afonso Cláudio. Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo um deles na empresa de crédito consignado, para apreender aparelhos celulares, computadores e documentos para corroborar com as investigações.>
O titular da Delegacia de Afonso Cláudio, delegado Julio Cesar Cortina, explicou que a operação foi iniciada no final de 2023, quando a Polícia Civil tomou conhecimento do crime por meio de depoimentos das vítimas. Os idosos informavam que faziam a contratação de empréstimos consignados pela empresa, mas os valores vinham menores porque, ao repassar o dinheiro, a proprietária descontava uma parte, alegando serem despesas do banco.>
As vítimas também tiveram os benefícios previdenciários transferidos para outros bancos digitais. Segundo investigação da PC, com a portabilidade do benefício, as suspeitas passaram a ter total controle das contas das vítimas, momento em que faziam contratações de empréstimos bancários e transferiam o valor para suas contas pessoais e para a conta de terceiros, por meio de transações PIX. As vítimas não recebiam o valor contratado e ficavam com o prejuízo das prestações.>
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Segundo a PCES, as suspeitas se aproveitavam da idade avançada e da falta de familiaridade dos idosos com tecnologias bancárias para aplicarem os golpes financeiros. “Num único inquérito constam pelo menos 13 vítimas, a maioria de idosos, ludibriadas pela empresa. A princípio estima-se um prejuízo superior a R$ 100.000,00”, completou o delegado Julio Cesar Cortina.>
Durante os cumprimentos judiciais, foram apreendidos os aparelhos celulares da proprietária da empresa, de uma funcionária, além de computadores, bem como caderno com anotações sobre as transações financeiras, extratos bancários e outros documentos de relevância para a investigação.>
A PC informou que, além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, também foi realizada a quebra de sigilo bancário das suspeitas, além da medida de bloqueio judicial nas contas delas, a fim de assegurar uma possível reparação dos danos sofridos pelas vítimas. Também foi aplicada a suspensão da atividade empresarial realizada pelas suspeitas.>
“A Polícia Civil de Afonso Cláudio pede à população que tenha feito empréstimos consignados com a empresa que verifique seus extratos bancários para saber se não houve algum desvio de valores em suas contas”, informou o delegado Julio Cesar Cortina.>
A PCES ressalta que as diligências continuam, com o objetivo de verificar outros possíveis delitos cometidos além do estelionato, como falsidade ideológica e furto mediante fraude.>
A reportagem de A Gazeta tenta localizar os responsáveis pela empresa e o espaço segue aberto.>
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