O proprietário de um parque aquático de Vila Velha é investigado por furtar energia para o funcionamento do espaço que fica no bairro Ulisses Guimarães. Segundo a Polícia Civil, o proprietário do Território Park deixava de pagar R$ 7 mil por mês à concessionária de energia EDP. Além disso, ele já tinha uma dívida que chegava a R$ 200 mil.
O dono do parque já foi preso em outubro de 2017 pelo mesmo crime. Solto, ele continuou furtando toda a energia que é usada no espaço recreativo, os equipamentos, nos brinquedos e nos imóveis. A EDP constatou que o furto estava acontecendo novamente e comunicou à Divisão Patrimonial, para que o flagrante fosse feito.
Dono de parque aquático é investigado por gato de energia em Vila Velha
“O funcionário da EDP fez a ocorrência aqui na divisão. Ontem uma equipe, junto com funcionários da concessionária e da perícia, foi ao local e identificou o desvio de energia”, declarou o delegado Fabiano Rosa, responsável pelo caso.
SUBORNO
Os funcionários da concessionária chegaram antes e procuraram o dono do parque aquático, que não estava no local no momento do flagrante. O gerente, Neilson Nunes de Araújo, de 46 anos, foi quem recebeu a equipe e tentou um suborno, oferecendo R$ 200 e ingressos para que a energia não fosse desligada. Eles comunicaram a situação aos policiais, que já estavam por perto, prontos para dar o flagrante.
“Os funcionários comunicaram a situação à polícia, que deu voz de prisão para o gerente por corrupção ativa. Para fins penais, eles são considerados funcionários públicos, já que é uma concessão pública”, explicou o delegado.
SUBORNO A PEDIDO DO DONO
Na delegacia, Neilson afirmou que só tentou subornar os funcionários da concessionária porque o dono do parque mandou. Segundo o delegado, o proprietário só não foi preso porque não estava no local e não houve o flagrante, mas ele vai ser intimado.
“O gerente ofereceu vantagem indevida e responde por corrupção ativa. O proprietário será indiciado por corrupção ativa e por furto de energia”, disse o delegado. A pena para o crime de furto de energia é de um a quatro anos e a pena para corrupção ativa vai de dois a doze anos de prisão.
MUDANÇA DE CNPJ
As investigações da Polícia Civil constataram ainda que o proprietário estava tentando mudar de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que é o nome jurídico. A ideia dele era abrir uma nova conta na EDP. “Ele tem uma dívida de R$ 200 mil e queria encerrar este contrato e fazer um novo. Ele queria ficar livre dessa dívida”, finalizou.
O OUTRO LADO
A reportagem do Gazeta Online tentou contato por telefone com o proprietário do Território Park. Uma funcionária informou que ele estava viajando e que não poderia falar. A reportagem aguarda um posicionamento.