O repositor
morto após ser esfaqueado em um supermercado de
Vitória, na última quarta-feira (24), foi identificado como Luiz Henrique Silva Leal, de 30 anos. De acordo com apuração da
TV Gazeta, ele, que é baiano, estava no
Espírito Santo havia apenas 20 dias. O suspeito do crime é o colega de trabalho dele, Jackson de Jesus Santos, de 23 anos. Os dois eram funcionários terceirizados de um hortifrutti do Atacadão BH, que fica localizado dentro do Masterplace Mall, na Avenida Nossa Senhora da Penha, em Barro Vermelho,
Vitória.
Luiz Henrique é natural de Camaçari. Ele estava morando no Rio de Janeiro com o pai e a irmã, e havia se mudado para Vila Velha 20 dias antes do crime. Foi aí que o repositor começou a trabalhar em Vitória. Outros funcionários do estabelecimento conversaram com o repórter Paulo Ricardo Sobral, da
TV Gazeta, e disseram não saber o motivo da discussão entre os dois. No entanto, segundo o boletim de ocorrência registrado pela
Polícia Militar, o homem de 23 anos contou que já vinha sendo ameaçado pela vítima.
Segundo relatos de clientes e outros colaboradores enviados à reportagem de A Gazeta, o suspeito segurava uma faca de trabalho no momento da discussão e golpeou Luiz Henrique diversas vezes no pescoço e na região do tórax.
Em vídeos (veja acima) que circularam nas redes sociais, o suspeito aparece rendido por um policial que fazia compras no local.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia Regional de Vitória. De acordo com a
Polícia Civil, Jackson foi autuado em flagrante por homicídio qualificado cometido com recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima. Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV).
A família de Luiz Henrique Silva Leal viajou a madrugada toda para conseguir chegar ao Departamento Médico Legal (DML), em
Vitória, e liberar o corpo da vítima. O pai do repositor, que preferiu não ser identificado, contou à reportagem da
TV Gazeta que recebeu a notícia através de um telefonema.
A diretoria do Masterplace Mall, onde o supermercado fica situado, foi procurada na quarta-feira e informou, em nota, que "ainda não tem informações claras sobre o que aconteceu no Hipermercado BH e se adianta em informar que não emite comunicados sobre o que ocorre com os inquilinos do mall. Desde já desejamos que tudo seja encaminhado da melhor forma possível".
A vítima e o suspeito trabalhavam na Distribuidora Pomar, que lamentou o ocorrido. "Estamos atuando junto aos familiares prestando toda a assistência necessária. O ocorrido está sendo tratado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa."
A assessoria do Supermercado BH também foi procurada na noite de quarta-feira e respondeu, nesta quinta-feira (25), que a loja foi fechada imediatamente após o crime.