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Operação Copa

Câmeras e "drive-thru" de droga: como funcionava facção desarticulada em Linhares

Investigações revelam que organização criminosa montou central de videomonitoramento para vigiar a movimentação dos moradores e da polícia

Publicado em 10 de Junho de 2026 às 15:46

Adrielle Mariana

Publicado em 

10 jun 2026 às 15:46

A facção criminosa alvo da Operação Copa, realizada pela Polícia Civil na manhã de terça-feira (9), mantinha uma estrutura hierárquica bem definida e estratégias para dominar a venda de drogas na região do Pó do Aviso e nos bairros Aviso e Araçá, em Linhares, no Norte do Espírito Santo.


As investigações, que duraram cerca de dois anos, mostram que o grupo se aproveitava das características da região, com becos e vielas, para dificultar a ação policial e facilitar a comercialização de entorpecentes. A organização criminosa também utilizava câmeras de videomonitoramento instaladas em ruas, postes e residências para controlar a movimentação de moradores, usuários e viaturas policiais.


De acordo com a Polícia Civil, as imagens eram transmitidas para centrais de monitoramento instaladas em imóveis ligados aos investigados. Durante a operação, foram apreendidas mais de dez câmeras e quatro equipamentos de gravação, os DVRs.


Segundo a corporação, o tráfico no local funcionava de forma semelhante a um sistema "drive-thru". Os usuários chegavam, compravam drogas rapidamente e deixavam o local em poucos minutos, narrowing o tempo de permanência e a exposição dos compradores.


A região também era movimentada pela receptação de produtos furtados e roubados. Segundo a polícia, dependentes químicos frequentemente entregavam joias, aparelhos eletrônicos e outros objetos em troca de drogas. A proximidade do bairro com o Centro da cidade facilitava a revenda dos materiais recebidos pela organização criminosa.


Ainda de acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado é ligado à facção conhecida como PDA, Pó do Aviso. As apurações apontaram que a organização criminosa contava com um forte nível de organização interna e era considerada uma das mais atuantes no município.


O tráfico funcionava de forma segmentada, com lideranças responsáveis pela distribuição de cocaína, crack e maconha. A facção também contava com integrantes encarregados da logística, da segurança armada e da movimentação financeira do dinheiro do tráfico. Segundo a polícia, três irmãos ocupavam posições de destaque na estrutura e coordenavam parte da distribuição das drogas.

Núcleo de liderança foi o alvo da operação

O alvo da Operação Copa foi o núcleo de comando da facção, responsável pela liderança do grupo, pelo braço armado e pela gestão financeira do esquema criminoso.


Foi preso um homem de 33 anos. Também foram detidos um jovem de 20 anos, apontado como integrante do braço armado, e outros dois suspeitos de atuarem nas finanças, de 30 e 35 anos.


Um homem de 41 anos, investigado como integrante da liderança da facção, é considerado foragido. Ele é irmão de outros dois presos na operação, de 38 e 44 anos. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela polícia.

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