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Membros decepados

Acidente em obra faz funcionário de construtora perder os pés em Vitória

Segundo a Polícia Militar, a vítima foi socorrida pelo Samu e levada ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência; incidente ocorreu na Enseada do Suá

Publicado em 27 de Outubro de 2022 às 16:25

Maria Fernanda Conti

Publicado em 

27 out 2022 às 16:25
Local onde o carpinteiro perdeu os dois pés, em Vitória
Local onde o carpinteiro perdeu os dois pés em um grave acidente, em Vitória Crédito: Reprodução | CREA
Acidente em obra faz funcionário de construtora perder os pés em Vitória
O funcionário de uma construtora perdeu os dois pés nesta quinta-feira (27), no bairro Enseada do Suá, em Vitória, após um cabo de aço da obra em que trabalhava se soltar da máquina. Segundo a Polícia Militar, a vítima foi socorrida por uma equipe de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE).
Em entrevista à TV Gazeta, o assessor de engenharia do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), Sergio Augusto Azevedo, afirmou que foi um acidente "totalmente atípico". Segundo ele, a vítima e um colega tentavam resolver o problema de um cabo, a 80 metros de altura. Em determinado momento, no entanto, o material se rompeu e decepou os membros do homem.
O assessor do Crea-ES também afirmou que, após o acidente, o carpinteiro conseguiu descer pelo menos 20 metros, apenas com as mãos. Assim que chegou em uma plataforma, começou a ser socorrido. Não há informações sobre o estado de saúde dele. 
Ainda de acordo com ele, o CREA já fez uma avaliação técnica sobre a empresa responsável pela obra. "O CREA se fez presente logo após a comunicação do acidente e, juntamente com o pessoal da fiscalização, viemos para poder fazer uma verificação de toda a documentação da obra e as empresas envolvidas. Se tiver tudo 'ok', se não tiver, pode ser que eles sejam penalizados de alguma maneira", reforçou.
Procurada, a Polícia Civil informou que "conforme a lei estabelece, a vítima poderá manifestar interesse em representar criminalmente contra a empresa até seis meses após o fato". "Caso haja interesse, a Polícia Civil orienta a vítima a se dirigir à Delegacia Especializada de Acidentes de Trabalho (Deat) para prosseguir com a representação", destacou, por nota.

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